SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Mulher de 22 anos de idade procura o serviço de infertilidade após dois anos de exposição sexual sem contracepção. Refere menstruações regulares sem dismenorreia. Seu parceiro tem um filho e fez espermograma recentemente, dentro da normalidade. Foi submetida a uma drenagem de abscesso de Bartholin há 3 anos. Exame físico normal. Qual dos exames abaixo deve ser solicitado para investigar o fator de infertilidade mais provável?
Infertilidade + história de infecção pélvica (abscesso Bartholin) → Investigar fator tubário com histerossalpingografia.
A paciente apresenta infertilidade primária com menstruações regulares, indicando provável ovulação. O parceiro tem espermograma normal. A história de abscesso de Bartholin, embora não diretamente ligada ao trato reprodutivo superior, pode levantar a suspeita de infecções ascendentes ou outras infecções pélvicas que comprometam a permeabilidade tubária. A histerossalpingografia é o exame padrão-ouro para avaliar a patência das tubas uterinas, sendo o fator tubário uma causa comum de infertilidade.
A infertilidade é definida como a ausência de concepção após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de contraceptivos em mulheres com menos de 35 anos, ou 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A investigação da infertilidade é complexa e deve abordar fatores femininos, masculinos e combinados. Neste caso, com menstruações regulares e espermograma normal do parceiro, o foco se volta para a ovulação e a permeabilidade tubária. A história de abscesso de Bartholin, embora não seja uma doença inflamatória pélvica clássica, sugere um histórico de infecção na região pélvica. Infecções genitais podem ascender e causar salpingite, levando à obstrução ou disfunção tubária, uma das principais causas de infertilidade feminina. Portanto, a avaliação da permeabilidade tubária torna-se prioritária. A histerossalpingografia (HSG) é o exame padrão-ouro para avaliar a patência tubária e a morfologia da cavidade uterina. Consiste na injeção de contraste radiopaco através do colo uterino e subsequente realização de radiografias para visualizar o trajeto do contraste pelas tubas. Outros exames, como a dosagem de FSH, seriam mais relevantes para avaliar a reserva ovariana (em casos de irregularidade menstrual ou idade avançada), e a biópsia de endométrio é reservada para suspeita de patologias endometriais específicas ou falhas de implantação recorrentes. A ultrassonografia transvaginal é útil para avaliar miomas, pólipos e ovários, mas não a permeabilidade tubária.
A histerossalpingografia é o exame de escolha para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina, sendo crucial na investigação do fator tubário de infertilidade.
Infecções pélvicas, como doença inflamatória pélvica (DIP) ou mesmo infecções adjacentes, podem causar aderências e obstruções nas tubas uterinas, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozoide ou a passagem do embrião.
A dosagem de FSH seria mais indicada para avaliar a reserva ovariana em casos de menstruações irregulares ou idade avançada. A ultrassonografia transvaginal é útil para avaliar a morfologia uterina e ovariana, mas não a permeabilidade tubária.
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