Infertilidade e Endometriose: Ultrassonografia Transvaginal Diagnóstica

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

Uma mulher de 28 anos de idade, com ciclos menstruais regulares, procura atendimento na assistência básica por causa de infertilidade, pois está tentando engravidar há 2 anos sem sucesso. Queixa-se de dismenorreia secundária de intensidade moderada, com início há 3 anos, e piora progressiva nos últimos 6 meses. Gesta 1; para 0; Aborto 1 (provocado aos 15 anos). Ao exame físico, o colo uterino tinha aspecto normal, o útero era doloroso à mobilização, com um nódulo endurecido na região retrocervical e uma massa em região anexial direita de 5 cm. Considerando o quadro clínico, antes de encaminhar a um serviço especializado, o(a) médico(a) deve solicitar primeiramente 

Alternativas

  1. A) histeroscopia.
  2. B) ultrassonografia transvaginal/pélvica. 
  3. C) exames hormonais (FSH, LH, prolactina e TSH).
  4. D) histerossalpingografia. 

Pérola Clínica

Infertilidade + Dismenorreia secundária + Nódulo retrocervical + Massa anexial → USG transvaginal.

Resumo-Chave

Diante de um quadro de infertilidade associada a dismenorreia secundária progressiva, dor à mobilização uterina, nódulo retrocervical e massa anexial, a suspeita clínica principal é de endometriose profunda. A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de primeira linha para confirmar e estadiar essa condição, sendo a conduta inicial mais adequada.

Contexto Educacional

A infertilidade é definida como a incapacidade de conceber após 12 meses de relações sexuais regulares e desprotegidas em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A investigação deve ser abrangente, abordando fatores masculinos e femininos. A dismenorreia secundária, especialmente se progressiva, é um sintoma chave que pode indicar patologias pélvicas como endometriose ou adenomiose. O quadro clínico apresentado, com infertilidade, dismenorreia secundária progressiva, dor à mobilização uterina, nódulo retrocervical e massa anexial, é altamente sugestivo de endometriose profunda. A endometriose é caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo afetar ovários (endometriomas), ligamentos uterossacros, septo retovaginal e outras estruturas pélvicas. Nesse contexto, a ultrassonografia transvaginal (USG TV) é o exame de imagem de primeira linha. É um método não invasivo, acessível e com alta sensibilidade e especificidade para identificar endometriomas, nódulos de endometriose profunda e outras alterações pélvicas. Antes de encaminhar a paciente para serviços especializados ou procedimentos mais invasivos, a USG TV fornecerá informações cruciais para o diagnóstico e direcionamento da investigação e tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados clínicos que sugerem endometriose profunda?

Os achados incluem dismenorreia secundária progressiva, dispareunia de profundidade, dor pélvica crônica, infertilidade, dor à mobilização uterina e a presença de nódulos ou massas palpáveis no exame físico.

Por que a ultrassonografia transvaginal é o exame de primeira linha para suspeita de endometriose?

A ultrassonografia transvaginal é um método não invasivo, de baixo custo e alta acurácia para identificar endometriomas, nódulos de endometriose profunda e aderências, fornecendo informações cruciais para o diagnóstico e planejamento terapêutico.

Qual o papel da histerossalpingografia na investigação de infertilidade neste caso?

A histerossalpingografia avalia a permeabilidade tubária, que é importante na investigação de infertilidade. No entanto, diante de achados sugestivos de endometriose profunda e massa anexial, a ultrassonografia transvaginal é prioritária para caracterizar essas lesões antes de avaliar as tubas.

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