Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Em uma nuligesta de 25 anos, com queixa de infertilidade, ciclos menstruais de 42 dias, ultrassom endovaginal sem alterações, a abordagem inicial MAIS adequada é:
Infertilidade + oligomenorreia → investigar anovulação com dosagem hormonal.
Em pacientes jovens com infertilidade e ciclos menstruais irregulares (oligomenorreia), a causa mais comum é a disfunção ovulatória. A abordagem inicial mais adequada é a investigação hormonal para confirmar ou excluir a ovulação, antes de procedimentos mais invasivos.
A infertilidade é definida como a incapacidade de conceber após 12 meses de relações sexuais regulares e desprotegidas para mulheres com menos de 35 anos, ou 6 meses para mulheres com 35 anos ou mais. A investigação deve ser sistemática e direcionada às causas mais prováveis, começando pelas menos invasivas. No caso de uma nuligesta de 25 anos com infertilidade e ciclos menstruais de 42 dias (oligomenorreia), a principal suspeita diagnóstica é a disfunção ovulatória, sendo a anovulação a causa mais comum de irregularidade menstrual e infertilidade. O ultrassom endovaginal normal afasta alterações estruturais grosseiras, mas não exclui problemas ovulatórios. Portanto, a abordagem inicial mais adequada é a pesquisa de ovulação através de dosagens hormonais. A dosagem de progesterona sérica na fase lútea (geralmente no 21º ao 23º dia de um ciclo de 28 dias, ou 7 dias antes da menstruação esperada em ciclos mais longos) é o método mais simples para confirmar a ovulação. Níveis de progesterona acima de 3 ng/mL (ou 10 ng/mL, dependendo do laboratório) são sugestivos de ovulação. Outros exames, como FSH, LH e estradiol, podem ser úteis para investigar a causa da anovulação, como na síndrome dos ovários policísticos (SOP), que é uma causa comum de oligomenorreia.
A primeira etapa é investigar a função ovulatória, pois ciclos irregulares (como a oligomenorreia) são um forte indicativo de anovulação ou oligo-ovulação, uma das causas mais comuns de infertilidade feminina.
A dosagem de progesterona sérica na fase lútea (geralmente 7 dias antes da menstruação esperada) é o principal exame para confirmar a ovulação. Outros exames podem incluir FSH, LH e estradiol em diferentes fases do ciclo para investigar a causa da anovulação.
A histerossalpingografia é indicada para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina, sendo geralmente realizada após a confirmação da ovulação e a exclusão de fatores masculinos, ou se houver suspeita clínica de patologia tubária ou uterina.
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