Investigação de Infertilidade Feminina: Foco na Avaliação Tubária

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 29 anos, G0, deseja gravidez. Está sem uso de contraceptivos há 2 anos. O parceiro também não tem filhos e tem espermograma normal recente. Com base na condução deste caso, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Como paciente tem espermograma normal, casal não necessita de reprodução assistida.
  2. B) O parceiro deve ser aconselhado a repouso sexual de 7 dias para coleta de novo espermograma para confirmação da sua fertilidade.
  3. C) Não é necessária a investigação de FSH, TSH e Prolactina, pois a paciente é jovem e ovulatória.
  4. D) Trata-se de um caso de infertilidade sem causa aparente e o casal deve ser encaminhado a alta complexidade.
  5. E) A avaliação tubária é necessária, pois esta é a principal causa de infertilidade feminina.

Pérola Clínica

Mulher < 35 anos, tentando engravidar por > 1 ano → iniciar investigação de infertilidade, incluindo avaliação tubária.

Resumo-Chave

A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem proteção em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A avaliação tubária é um passo essencial na investigação da infertilidade feminina, pois a patologia tubária é uma das principais causas.

Contexto Educacional

A infertilidade é um desafio significativo que afeta milhões de casais globalmente, sendo definida como a incapacidade de conceber após um período específico de tentativas. Para mulheres com menos de 35 anos, esse período é de 12 meses de relações sexuais regulares sem proteção. A investigação da infertilidade deve ser sistemática e abranger ambos os parceiros, mesmo que um deles já tenha um exame aparentemente normal, como o espermograma. A fisiopatologia da infertilidade feminina é multifatorial, com causas que incluem distúrbios ovulatórios, fatores tubários, uterinos e endometriose. A avaliação tubária é um pilar fundamental na investigação, pois a patologia tubária, frequentemente decorrente de infecções pélvicas prévias (DIP), cirurgias ou endometriose, é uma das principais causas de infertilidade feminina. A histerossalpingografia (HSG) é o exame de escolha para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina. A condução do caso de infertilidade deve seguir um protocolo que inclui anamnese detalhada, exame físico, exames laboratoriais (dosagens hormonais como FSH, TSH, Prolactina, se houver suspeita de distúrbios ovulatórios), e exames de imagem. A avaliação tubária é crucial antes de considerar diagnósticos como 'infertilidade sem causa aparente' ou encaminhamento para reprodução assistida de alta complexidade, pois uma obstrução tubária pode ser corrigível ou direcionar a terapia.

Perguntas Frequentes

Quando se deve iniciar a investigação de infertilidade em um casal?

A investigação deve ser iniciada após 12 meses de tentativas de gravidez sem sucesso para mulheres com menos de 35 anos, e após 6 meses para mulheres com 35 anos ou mais, ou em casos de fatores de risco conhecidos.

Qual o principal método para avaliar a permeabilidade tubária?

A histerossalpingografia (HSG) é o método padrão-ouro para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina, identificando obstruções ou outras anomalias.

Quais são as principais causas de infertilidade feminina?

As principais causas incluem fatores ovulatórios (anovulação), fatores tubários (obstrução, aderências), fatores uterinos (miomas, pólipos, malformações), endometriose e infertilidade sem causa aparente.

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