UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Mulher, 29 anos, G0, deseja gravidez. Está sem uso de contraceptivos há 2 anos. O parceiro também não tem filhos e tem espermograma normal recente. Com base na condução deste caso, assinale a alternativa correta.
Mulher < 35 anos, tentando engravidar por > 1 ano → iniciar investigação de infertilidade, incluindo avaliação tubária.
A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem proteção em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A avaliação tubária é um passo essencial na investigação da infertilidade feminina, pois a patologia tubária é uma das principais causas.
A infertilidade é um desafio significativo que afeta milhões de casais globalmente, sendo definida como a incapacidade de conceber após um período específico de tentativas. Para mulheres com menos de 35 anos, esse período é de 12 meses de relações sexuais regulares sem proteção. A investigação da infertilidade deve ser sistemática e abranger ambos os parceiros, mesmo que um deles já tenha um exame aparentemente normal, como o espermograma. A fisiopatologia da infertilidade feminina é multifatorial, com causas que incluem distúrbios ovulatórios, fatores tubários, uterinos e endometriose. A avaliação tubária é um pilar fundamental na investigação, pois a patologia tubária, frequentemente decorrente de infecções pélvicas prévias (DIP), cirurgias ou endometriose, é uma das principais causas de infertilidade feminina. A histerossalpingografia (HSG) é o exame de escolha para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina. A condução do caso de infertilidade deve seguir um protocolo que inclui anamnese detalhada, exame físico, exames laboratoriais (dosagens hormonais como FSH, TSH, Prolactina, se houver suspeita de distúrbios ovulatórios), e exames de imagem. A avaliação tubária é crucial antes de considerar diagnósticos como 'infertilidade sem causa aparente' ou encaminhamento para reprodução assistida de alta complexidade, pois uma obstrução tubária pode ser corrigível ou direcionar a terapia.
A investigação deve ser iniciada após 12 meses de tentativas de gravidez sem sucesso para mulheres com menos de 35 anos, e após 6 meses para mulheres com 35 anos ou mais, ou em casos de fatores de risco conhecidos.
A histerossalpingografia (HSG) é o método padrão-ouro para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina, identificando obstruções ou outras anomalias.
As principais causas incluem fatores ovulatórios (anovulação), fatores tubários (obstrução, aderências), fatores uterinos (miomas, pólipos, malformações), endometriose e infertilidade sem causa aparente.
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