Infertilidade Feminina: Quando Investigar e Encaminhar

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021

Enunciado

Mayara, 36 anos, procura sua equipe de atenção primária pedindo para ser encaminhada para o ginecologista, pois está preocupada porque não está conseguindo engravidar. Considerando uma anamnese bem feita, qual das condições descritas abaixo indicariam encaminhamento para investigação complementar?

Alternativas

  1. A) realiza sexo vaginal insertivo, com eventual ejaculação externa cerca de 6 vezes por semana há 3 meses sem uso de contraceptivo e história pessoal de hipotireoidismo compensado.
  2. B) realiza sexo vaginal insertivo, com ejaculação interna cerca de 3 vezes ao mês há 12 meses em uso de método de barreira e história familiar de menopausa precoce.
  3. C) realiza sexo vaginal insertivo, com ejaculação interna cerca de 3 vezes por semana com uso de método de barreira há 12 meses e história pessoal de síndrome do ovário policístico
  4. D) realiza sexo vaginal insertivo, com ejaculação interna cerca de 3 vezes por semana há 6 meses e história prévia de endometriose

Pérola Clínica

Mulher >35 anos com 6 meses de tentativas e fator de risco (ex: endometriose) → investigar infertilidade.

Resumo-Chave

A investigação da infertilidade deve ser iniciada após 12 meses de tentativas em mulheres <35 anos, ou após 6 meses em mulheres >35 anos ou com fatores de risco conhecidos, como endometriose, que pode causar distorção anatômica e disfunção ovulatória.

Contexto Educacional

A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e desprotegidas em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. Afeta cerca de 15% dos casais e pode ter causas femininas, masculinas ou combinadas. A abordagem inicial na atenção primária é fundamental para identificar fatores de risco e orientar o casal. A fisiopatologia da infertilidade feminina é complexa e pode envolver fatores ovulatórios (ex: SOP), tubários (ex: doença inflamatória pélvica, endometriose), uterinos (ex: miomas, malformações) e cervicais. A endometriose, em particular, é uma condição inflamatória crônica que pode levar à formação de aderências, distorção da anatomia pélvica e alterações na qualidade oocitária e na receptividade endometrial, justificando uma investigação mais precoce. O tratamento da infertilidade depende da causa subjacente e pode variar desde mudanças no estilo de vida e indução da ovulação até técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro. O prognóstico é variável, mas a identificação e o tratamento precoces dos fatores de risco, como a endometriose, podem melhorar as chances de sucesso reprodutivo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para iniciar a investigação da infertilidade?

A investigação da infertilidade é recomendada após 12 meses de tentativas em mulheres com menos de 35 anos, e após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais, ou na presença de fatores de risco conhecidos.

Como a endometriose afeta a fertilidade feminina?

A endometriose pode causar infertilidade por diversos mecanismos, incluindo distorção anatômica das tubas uterinas, inflamação pélvica, disfunção ovulatória e alterações na receptividade endometrial.

Qual o papel da atenção primária na abordagem da infertilidade?

A atenção primária é crucial para a triagem inicial, identificação de fatores de risco, aconselhamento sobre o período fértil e encaminhamento oportuno para a investigação especializada com ginecologista.

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