UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
A respeito das causas de infertilidade, é correto afirmar:
Salpingites → principal causa de fator tuboperitonal na infertilidade.
As salpingites, frequentemente resultantes de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), causam aderências e obstruções nas tubas uterinas, comprometendo a captação do óvulo e o transporte do embrião, sendo a principal etiologia do fator tuboperitonal na infertilidade.
A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem proteção em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. É um problema complexo que afeta cerca de 15% dos casais, com causas que podem ser femininas, masculinas ou combinadas. A disfunção ovulatória, o fator tuboperitonal, a endometriose e o fator masculino são as etiologias mais prevalentes. O fator tuboperitonal, responsável por uma parcela significativa dos casos de infertilidade feminina, é frequentemente causado por infecções pélvicas prévias, como as salpingites. Estas infecções, muitas vezes decorrentes de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) não tratada ou subtratada, levam à inflamação, aderências e obstrução das tubas uterinas, impedindo o encontro do espermatozoide com o óvulo ou o transporte do embrião para o útero. A investigação da infertilidade deve ser abrangente, incluindo a avaliação da ovulação (dosagens hormonais, ultrassonografia), da permeabilidade tubária (histerossalpingografia), da cavidade uterina e do fator masculino (espermograma). Mesmo a infertilidade sem causa aparente (ISCA) requer acompanhamento e, muitas vezes, tratamento especializado, como indução da ovulação ou técnicas de reprodução assistida, visando otimizar as chances de concepção.
As principais causas incluem disfunção ovulatória (anovulação), fator tuboperitonal (obstrução das tubas), endometriose e fatores uterinos, cervicais ou vaginais.
A salpingite, uma inflamação das tubas uterinas, pode levar à formação de aderências, obstrução tubária e hidrossalpinge, impedindo a fertilização e o transporte do embrião, caracterizando o fator tuboperitonal.
A histerossalpingografia é um exame radiológico que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina, sendo fundamental para o diagnóstico do fator tuboperitonal.
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