SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Um casal heterossexual de trinta anos de idade vem tentando engravidar, há mais de dois anos, sem sucesso. Já foi realizado o espermograma do homem e este apresentou-se normal. A mulher tem ciclos regulares, inclusive com sintomas pré-menstruais, todavia apresentava antecedente de tratamento de “infecção uterina”. Foi solicitada, então, uma histerossalpingografia, que revelou obstrução tubária bilateral, impossível de ser revertida com laparoscopia e histeroscopia a serem realizadas posteriormente. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Obstrução tubária bilateral irreversível → Fertilização in vitro (FIV) é a primeira opção terapêutica.
A obstrução tubária bilateral irreversível impede o encontro do óvulo com o espermatozoide e a passagem do embrião para o útero, tornando inviáveis métodos como coito programado ou inseminação artificial. Nesses casos, a Fertilização in Vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida de escolha, pois permite a fertilização fora do corpo e a transferência direta do embrião para o útero.
A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem contracepção em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. O fator tubário é uma das principais causas de infertilidade feminina, respondendo por cerca de 25-35% dos casos, frequentemente decorrente de infecções pélvicas prévias. O diagnóstico da permeabilidade tubária é realizado principalmente pela histerossalpingografia, que pode identificar obstruções. Em casos de obstrução tubária bilateral e irreversível, os métodos de reprodução assistida de baixa complexidade, como o coito programado e a inseminação artificial, tornam-se ineficazes, pois dependem da funcionalidade das tubas uterinas para o encontro dos gametas. Nessa situação, a Fertilização in Vitro (FIV) é a terapia de escolha. A FIV envolve a estimulação ovariana, coleta dos óvulos, fertilização em laboratório com os espermatozoides do parceiro e, posteriormente, a transferência dos embriões resultantes diretamente para o útero, contornando completamente o problema da obstrução tubária e oferecendo as melhores chances de gestação.
A obstrução tubária é frequentemente causada por infecções pélvicas (doença inflamatória pélvica - DIP), endometriose, cirurgias abdominais prévias ou aderências.
A Fertilização in Vitro contorna o problema da obstrução tubária, permitindo a fertilização dos óvulos pelos espermatozoides em laboratório e a transferência direta dos embriões para o útero.
A inseminação artificial não é indicada quando há obstrução tubária bilateral, fator masculino grave, ou falha de ciclos prévios de coito programado com fator ovulatório.
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