UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Um casal heterossexual de trinta anos de idade vem tentando engravidar, há mais de dois anos, sem sucesso. Já foi realizado o espermograma do homem e este apresentou-se normal. A mulher tem ciclos regulares, inclusive com sintomas pré-menstruais, todavia apresentava antecedente de tratamento de “infecção uterina”. Foi solicitada, então, uma histerossalpingografia, que revelou obstrução tubária bilateral, impossível de ser revertida com laparoscopia e histeroscopia a serem realizadas posteriormente. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Obstrução tubária bilateral irreversível → Fertilização in vitro (FIV) é a primeira opção.
A obstrução tubária bilateral, especialmente quando irreversível, impede o encontro do óvulo com o espermatozoide. Nesses casos, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida mais indicada, pois contorna o problema tubário ao realizar a fertilização externamente.
A infertilidade é definida como a incapacidade de um casal conceber após 12 meses de relações sexuais regulares sem contracepção (ou 6 meses se a mulher tiver mais de 35 anos). O fator tubário é uma das principais causas de infertilidade feminina, respondendo por cerca de 25-35% dos casos. A história de infecção uterina ou doença inflamatória pélvica (DIP) é um forte preditor de dano tubário. O diagnóstico da infertilidade de fator tubário é frequentemente realizado pela histerossalpingografia (HSG), que pode identificar obstruções ou aderências. Em casos de obstrução tubária bilateral irreversível, como o descrito, a fisiopatologia impede o encontro natural dos gametas, tornando a concepção espontânea impossível. Outros métodos diagnósticos incluem a laparoscopia, que permite visualizar diretamente as tubas e realizar lise de aderências. O tratamento para infertilidade de fator tubário depende da extensão do dano. Em casos de obstrução bilateral irreversível, a fertilização in vitro (FIV) é a terapia de escolha. A FIV envolve a estimulação ovariana, coleta de óvulos, fertilização em laboratório com espermatozoides do parceiro e transferência dos embriões resultantes para o útero. Métodos como coito programado ou inseminação artificial não são eficazes quando há obstrução tubária bilateral, pois dependem da função tubária.
As causas mais comuns incluem doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose, cirurgias pélvicas prévias (como apendicectomia ou cirurgia para cistos ovarianos) e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) não tratadas.
A HSG é um exame radiológico que avalia a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina. Ela injeta contraste no útero e tubas, permitindo visualizar obstruções ou anomalias.
A FIV contorna o problema da obstrução tubária, pois a fertilização ocorre em laboratório (in vitro) e os embriões são transferidos diretamente para o útero, não necessitando da passagem pelas tubas.
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