HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Considerar infertilidade de mulher, 32 anos, com ovulação regular, e apresentando HSG normal, tendo sido submetida à crioterapia do colo uterino; seu marido tem 36 anos e a análise do sêmen dele é normal.Nesse caso deve ser considerado o fator:
Infertilidade com ovulação regular, HSG normal e sêmen normal, após crioterapia cervical → investigar fator cervical.
A crioterapia cervical pode causar alterações no muco cervical ou estenose do colo, impactando a passagem dos espermatozoides e, consequentemente, a fertilidade. Com ovulação e tubas normais e fator masculino excluído, o colo uterino torna-se o principal foco de investigação.
A infertilidade é definida como a incapacidade de conceber após 12 meses de relações sexuais regulares sem proteção em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A investigação é multifatorial, abrangendo fatores femininos (ovulatório, tubário, uterino, cervical, peritoneal) e masculinos. Neste caso específico, a mulher apresenta ovulação regular (excluindo fator ovulatório), histerossalpingografia (HSG) normal (excluindo fator tubário e grande parte do uterino) e o marido tem análise de sêmen normal (excluindo fator masculino). O histórico de crioterapia do colo uterino é o ponto-chave. A crioterapia é um procedimento que destrói células anormais no colo uterino, mas pode ter como sequela a alteração da qualidade do muco cervical (que é essencial para a capacitação e transporte dos espermatozoides) ou a formação de estenose cervical, que impede a passagem dos espermatozoides. Portanto, o fator cervical torna-se a principal hipótese diagnóstica a ser investigada.
A crioterapia pode causar alterações na produção e qualidade do muco cervical, estenose cervical ou, em casos raros, incompetência istmocervical, dificultando a passagem dos espermatozoides ou a manutenção da gestação.
A investigação pode incluir a avaliação do muco cervical (teste pós-coito), ultrassonografia para avaliar o canal cervical e, em alguns casos, histeroscopia para identificar estenoses ou aderências.
O fator cervical deve ser considerado quando outros fatores comuns de infertilidade (ovulatório, tubário, uterino e masculino) foram excluídos e há histórico de procedimentos no colo uterino, como crioterapia, conização ou cirurgia de LEEP.
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