FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Casal procura atendimento com desejo de engravidar. Estão sem contracepção há 1 ano e 6 meses. Ela, 35 anos e nuligesta, tem história de ciclos menstruais regulares, com fluxo moderado e dismenorreia, que se intensificou no último ano. Ele, 34 anos e um filho de outro relacionamento, relata história de hérnia inguinal unilateral, corrigida cirurgicamente na infância. Qual das afirmativas abaixo está correta considerando os exames iniciais para avaliação e identificação de possível causa de infertilidade desse casal?
Histerossalpingografia é essencial na propedêutica da infertilidade para avaliar perviedade tubária, com alta sensibilidade para oclusão.
A histerossalpingografia é um exame radiológico contrastado que avalia a morfologia da cavidade uterina e a perviedade das tubas uterinas, sendo um passo fundamental na investigação da infertilidade feminina. Sua alta sensibilidade permite detectar obstruções tubárias, uma causa comum de infertilidade.
A infertilidade conjugal é definida pela ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de contracepção em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A propedêutica inicial deve ser abrangente, investigando tanto o fator feminino quanto o masculino, pois ambos contribuem igualmente para os casos de infertilidade. Na avaliação feminina, a idade é um fator crítico, e a dosagem de FSH (e outros hormônios) é realizada no 3º dia do ciclo para avaliar a reserva ovariana. A endometriose é uma causa comum de infertilidade e dismenorreia progressiva, mas seu diagnóstico padrão ouro é histopatológico, obtido por laparoscopia, e não por ressonância magnética, que é um exame auxiliar. A histerossalpingografia é um exame de imagem fundamental para avaliar a cavidade uterina e a perviedade tubária, sendo altamente sensível para detectar oclusões. Para o parceiro masculino, o espermograma é o exame inicial mais importante, mesmo que ele já tenha tido filhos, pois a qualidade do sêmen pode variar ao longo da vida. A tomografia da pelve não substitui a histerossalpingografia para avaliar a perviedade tubária. Residentes devem dominar a sequência e a interpretação dos exames iniciais para um manejo eficaz da infertilidade.
A avaliação inicial da mulher inclui dosagem hormonal (FSH, LH, Estradiol, TSH, Prolactina) no início do ciclo, ultrassonografia transvaginal para avaliação ovariana e uterina, e histerossalpingografia para verificar a perviedade tubária e a anatomia uterina.
A histerossalpingografia é crucial para avaliar a perviedade das tubas uterinas, que podem estar obstruídas devido a infecções prévias (DIP), endometriose ou cirurgias. A obstrução tubária é uma causa significativa de infertilidade, e o exame tem alta sensibilidade para detectá-la.
Sim, o espermograma faz parte da propedêutica inicial em todos os casos de infertilidade conjugal, independentemente de o parceiro já ter tido filhos. A fertilidade masculina pode ser afetada por fatores adquiridos ao longo do tempo, como varicocele, infecções ou exposição a toxinas, que podem alterar a qualidade do sêmen.
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