UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Mulher, 33 anos de idade, casada há 5 anos, com infertilidade conjugal há 3 anos. O marido é saudável e tem 36 anos de idade. A paciente tem ciclos eumenorreicos e nega dismenorreia. Refere 1 abortamento aos 17 anos de idade. Baseado na imagem anexa, qual é a provável etiologia da infertilidade?
Abortamento prévio + infertilidade secundária + imagem tubária alterada (ex: hidrossalpinge) → forte suspeita de fator tubário por DIP.
A doença inflamatória pélvica (DIP), frequentemente decorrente de infecções sexualmente transmissíveis ou abortamentos infectados, é uma causa comum de infertilidade tubária devido à formação de aderências e obstrução das tubas uterinas.
A infertilidade conjugal é definida como a incapacidade de um casal conceber após 12 meses de relações sexuais regulares e sem proteção (ou 6 meses se a mulher tiver mais de 35 anos). O fator tubário é uma das principais causas de infertilidade feminina, respondendo por cerca de 25-35% dos casos. A doença inflamatória pélvica (DIP) é a etiologia mais comum do fator tubário. A DIP é uma infecção do trato genital superior feminino, frequentemente causada por infecções sexualmente transmissíveis (como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae) ou por infecções ascendentes após procedimentos como abortamento ou inserção de DIU. A inflamação resultante pode levar à salpingite, formação de aderências peritubárias e obstrução das tubas uterinas, culminando em hidrossalpinge e infertilidade. O diagnóstico do fator tubário é feito principalmente pela histerossalpingografia (HSG), que avalia a permeabilidade e a anatomia das tubas. O tratamento da infertilidade tubária pode variar desde a cirurgia para correção de aderências (salpingólise) até técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), especialmente em casos de obstrução tubária bilateral ou hidrossalpinge grave.
A DIP causa inflamação e infecção das tubas uterinas (salpingite), levando à formação de aderências, obstrução tubária e hidrossalpinge, que impedem o encontro do óvulo com o espermatozoide e a passagem do embrião.
A histerossalpingografia (HSG) é o exame de primeira linha para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia uterina, identificando obstruções, hidrossalpinge ou outras anomalias.
Histórico de infecções sexualmente transmissíveis (clamídia, gonorreia), múltiplos parceiros sexuais, abortamentos prévios (especialmente se infectados) e procedimentos intrauterinos sem assepsia adequada são fatores de risco.
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