Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2022
Casal em união estável há 5 anos, sem utilizar qualquer tipo de contraceptivo, com queixa de não conseguir engravidar. Na abordagem inicial, não faz parte da investigação:
Investigação inicial infertilidade: Espermograma, hormônios ovulação, espermocultura. Biópsia testicular não é inicial.
A biópsia testicular é um procedimento invasivo e não faz parte da investigação inicial da infertilidade conjugal. Ela é reservada para casos específicos de azoospermia não obstrutiva ou para obtenção de espermatozoides para técnicas de reprodução assistida, após exames menos invasivos.
A infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de métodos contraceptivos. Afeta cerca de 15% dos casais e pode ter causas masculinas, femininas ou combinadas. A abordagem inicial é crucial para identificar os fatores contribuintes e direcionar o tratamento adequado, minimizando a ansiedade e o custo para o casal. A investigação da infertilidade deve ser sistemática e progressiva, começando pelos exames mais simples e menos invasivos. Para o homem, o espermograma é o exame fundamental, avaliando volume, concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides. A espermocultura pode ser solicitada em caso de suspeita de infecção. Para a mulher, a avaliação inclui a confirmação da ovulação (dosagem de progesterona, ultrassonografia seriada), avaliação da reserva ovariana (FSH, LH, estradiol, hormônio antimülleriano) e da permeabilidade tubária (histerossalpingografia). A biópsia testicular, por ser um procedimento invasivo, não faz parte da investigação inicial. Ela é reservada para situações específicas, como a diferenciação de causas de azoospermia (obstrutiva vs. não obstrutiva) ou para a obtenção de espermatozoides para técnicas de reprodução assistida, quando não há espermatozoides no ejaculado. O manejo da infertilidade é multidisciplinar e pode envolver desde mudanças no estilo de vida até técnicas de reprodução assistida de alta complexidade.
Na investigação da infertilidade masculina, o espermograma é o exame inicial e mais importante para avaliar a qualidade e quantidade dos espermatozoides. A espermocultura pode ser solicitada se houver suspeita de infecção.
Para a mulher, a pesquisa hormonal de ovulação (progesterona na fase lútea, FSH, LH, estradiol), ultrassonografia pélvica para avaliar ovários e útero, e histerossalpingografia para verificar a permeabilidade tubária são exames iniciais importantes.
A biópsia testicular é indicada em casos de azoospermia (ausência de espermatozoides no ejaculado) para diferenciar entre causas obstrutivas e não obstrutivas, ou para recuperação de espermatozoides para fertilização in vitro.
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