Infertilidade Conjugal: Avaliação do Fator Tubário na Propedêutica

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021

Enunciado

Assinale a alternativa CORRETA em relação à infertilidade conjugal entre as alternativas abaixo relacionadas:

Alternativas

  1. A) Na endometriose, a dosagem do hormônio antimülleriano é considerada a maneira mais adequada para caracterizar a atividade do processo.
  2. B) A ocorrência de oclusão tubária (fator canalicular) pode ser avaliada durante a videolaparoscopia, mas limitada à permeabilidade da estrutura.
  3. C) A dosagem isolada de progesterona ao longo da fase lútea permite caracterizar retrospectivamente o dia da ocorrência da ovulação.
  4. D) Será possível obter mais informações na rotina propedêutica de infertilidade com o teste pós-coital de SimsHuhner, do que com o espermograma.

Pérola Clínica

Videolaparoscopia avalia fator tubário e pélvico na infertilidade, mas HSG é 1ª linha para permeabilidade.

Resumo-Chave

A videolaparoscopia é um método invasivo que permite a visualização direta das tubas uterinas e da cavidade pélvica, sendo útil para diagnosticar oclusões tubárias, aderências pélvicas e endometriose. Contudo, para a avaliação inicial da permeabilidade tubária, a histerossalpingografia é geralmente o exame de primeira linha, sendo menos invasiva e mais custo-efetiva.

Contexto Educacional

A infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de contraceptivos em mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses em mulheres com 35 anos ou mais. A propedêutica é complexa e envolve a investigação de fatores masculinos, femininos (ovariano, tubário, uterino, cervical) e causas inexplicadas. Para residentes, o domínio dos exames diagnósticos é crucial para um manejo eficaz. A avaliação do fator tubário é um pilar na investigação da infertilidade feminina. A histerossalpingografia (HSG) é o exame de primeira linha para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina. A videolaparoscopia, por sua vez, é um procedimento mais invasivo, mas oferece a vantagem de visualizar diretamente as tubas, o útero e a cavidade pélvica, permitindo identificar e, por vezes, tratar aderências, endometriose e oclusões tubárias que não foram totalmente elucidadas pela HSG. No entanto, sua indicação é mais restrita, geralmente após exames menos invasivos ou quando há forte suspeita de patologia pélvica. Outros pontos importantes incluem que o hormônio antimülleriano (AMH) é um marcador da reserva ovariana e não da atividade da endometriose. A dosagem isolada de progesterona na fase lútea pode sugerir ovulação, mas não determina o dia exato. O espermograma é muito mais informativo que o teste pós-coital de Sims-Huhner, que tem valor limitado na prática atual. A compreensão desses detalhes permite uma abordagem diagnóstica racional e direcionada, otimizando o tempo e os recursos para o casal infértil.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da videolaparoscopia na investigação da infertilidade?

A videolaparoscopia é um procedimento cirúrgico que permite a visualização direta dos órgãos pélvicos, sendo útil para diagnosticar e tratar endometriose, aderências pélvicas, miomas e avaliar a permeabilidade tubária, especialmente quando outros exames são inconclusivos.

Por que a dosagem do hormônio antimülleriano (AMH) não é a melhor forma de caracterizar a atividade da endometriose?

O AMH é um marcador da reserva ovariana e não reflete a atividade inflamatória ou a extensão da endometriose. Embora a endometriose possa afetar a reserva ovariana, o AMH não é um biomarcador direto da doença em si.

Qual a importância do espermograma na propedêutica da infertilidade conjugal?

O espermograma é um exame fundamental e de primeira linha na investigação da infertilidade masculina, avaliando a concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides, fornecendo informações cruciais sobre o fator masculino.

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