INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Casal procura atendimento médico em Unidade Básica de Saúde com história de tentativas frustradas de engravidar há dois anos, a despeito de manter relações sexuais frequentes e sem uso de métodos contraceptivos. Ela tem 25 anos de idade, apresenta ciclos menstruais regulares e nega dismenorreia, dispareunia, comorbidades ou antecedente de doenças sexualmente transmissíveis. Ele tem 30 anos de idade, sem antecedentes relevantes, com filho de cinco anos de idade de outro relacionamento. Considerando a propedêutica indicada na abordagem inicial do casal infértil, devem ser solicitados:
Investigação inicial infertilidade = Espermograma + Histerossalpingografia + Avaliação ovulatória.
A investigação básica de infertilidade deve ser iniciada simultaneamente no casal, focando nos fatores masculino (espermograma) e feminino (tuboperitoneal e ovulatório).
A infertilidade conjugal é definida pela ausência de gravidez após um ano de coito desprotegido. A abordagem inicial deve ser pragmática e custo-efetiva, visando identificar as causas mais comuns: disfunção ovulatória, fator tuboperitoneal e fator masculino. O espermograma avalia concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides. No lado feminino, além da histerossalpingografia para avaliação anatômica, a reserva ovariana pode ser estimada pelo FSH basal e contagem de folículos antrais, enquanto a ovulação é confirmada pela regularidade menstrual ou dosagem de progesterona na fase lútea média. O teste pós-coital caiu em desuso devido à baixa reprodutibilidade e valor preditivo.
A investigação deve ser iniciada após 12 meses de relações sexuais frequentes sem uso de métodos contraceptivos. No entanto, em mulheres com mais de 35 anos, a propedêutica pode ser iniciada após 6 meses, ou imediatamente se houver fatores de risco conhecidos como endometriose ou oligomenorreia.
A histerossalpingografia é o exame padrão-ouro inicial para avaliar a patência tubária e a cavidade uterina. Alterações tuboperitoneais são responsáveis por cerca de 30-35% dos casos de infertilidade feminina, sendo essencial descartar obstruções ou aderências antes de propor tratamentos de baixa complexidade.
O fator masculino isolado ou associado está presente em até 50% dos casos de infertilidade. A fertilidade é dinâmica; infecções, traumas, varicocele ou exposição a toxinas podem alterar a qualidade seminal ao longo dos anos, tornando a história reprodutiva prévia um preditor não absoluto.
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