Infertilidade Conjugal: Próximo Passo Após Espermograma e Ovulação Normal

UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020

Enunciado

No acompanhamento de um casal infértil, com exame de espermograma normal e dosagem hormonal adequada, compatível com ovulação, o próximo passo na propedêutica é:

Alternativas

  1. A) teste pós-coito.
  2. B) histerossalpingografia.
  3. C) histeroscopia com biopsia de endométrio.
  4. D) ultrassom seriado.

Pérola Clínica

Casal infértil com espermograma normal + ovulação confirmada → investigar fator tubário/uterino com histerossalpingografia.

Resumo-Chave

Após excluir fatores masculinos (espermograma normal) e ovulatórios (hormônios compatíveis com ovulação), o próximo passo na propedêutica da infertilidade é avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia uterina, sendo a histerossalpingografia o exame de escolha para essa finalidade.

Contexto Educacional

A investigação da infertilidade conjugal é um processo sistemático que busca identificar as causas que impedem a concepção após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de contraceptivos (ou 6 meses para mulheres acima de 35 anos). A propedêutica inicial envolve a avaliação do fator masculino e do fator ovulatório feminino, que são as causas mais comuns. No caso apresentado, o espermograma normal exclui o fator masculino grave, e a dosagem hormonal adequada, compatível com ovulação, sugere que o fator ovulatório está presente e funcional. Com esses dois pilares básicos avaliados e normais, o próximo passo lógico e fundamental na investigação da infertilidade feminina é a avaliação do fator tubário e uterino. A histerossalpingografia (HSG) é o exame de escolha para essa finalidade. A HSG é um procedimento radiológico que utiliza contraste para visualizar a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas uterinas. Ela pode identificar obstruções tubárias (causadas por infecções prévias, endometriose, cirurgias), aderências, pólipos, miomas submucosos ou malformações uterinas que podem impedir a fertilização ou a implantação do embrião. Outras opções como o teste pós-coito têm utilidade limitada e são menos prioritárias, enquanto a histeroscopia com biópsia de endométrio e o ultrassom seriado são exames que podem ser solicitados em etapas posteriores, dependendo dos achados da HSG ou de outras suspeitas clínicas. A compreensão dessa sequência propedêutica é essencial para o manejo adequado de casais inférteis.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da histerossalpingografia na investigação da infertilidade?

A histerossalpingografia é crucial para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a morfologia da cavidade uterina, detectando obstruções tubárias, aderências, pólipos, miomas submucosos ou malformações uterinas que podem impedir a concepção.

Quais são os principais fatores de infertilidade feminina?

Os principais fatores de infertilidade feminina incluem o fator ovulatório (anovulação), fator tubário (obstrução ou disfunção das tubas), fator uterino (anormalidades da cavidade), endometriose e fator cervical.

Quando o teste pós-coito é indicado na propedêutica da infertilidade?

O teste pós-coito, embora controverso e menos utilizado atualmente, avalia a interação entre o espermatozoide e o muco cervical. Geralmente, é considerado após a exclusão de fatores mais comuns e antes de procedimentos mais invasivos, mas não é o próximo passo após espermograma e ovulação normal.

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