HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
No acompanhamento de um casal infértil, com exame de espermograma normal e dosagem hormonal adequada, compatível com ovulação, o próximo passo na propedêutica é:
Casal infértil com espermograma normal e ovulação confirmada → próximo passo é avaliar permeabilidade tubária com histerossalpingografia.
Após descartar fatores masculinos e ovulatórios, a investigação da infertilidade conjugal deve focar no fator tubário e uterino. A histerossalpingografia é o exame de escolha para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a anatomia da cavidade uterina.
A infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem uso de contraceptivos (ou 6 meses para mulheres > 35 anos). A propedêutica deve ser sistemática e abranger os principais fatores: masculino, ovulatório, tubário e uterino. Após a avaliação inicial, que inclui espermograma para o homem e dosagens hormonais para confirmar a ovulação na mulher, o próximo passo lógico é investigar a integridade do trato reprodutor feminino. A fisiopatologia da infertilidade pode envolver falhas em qualquer etapa do processo reprodutivo. Uma vez que o fator masculino (espermograma normal) e o fator ovulatório (ovulação confirmada) foram descartados, a atenção se volta para a anatomia e função das tubas uterinas e da cavidade uterina. Obstruções tubárias, aderências ou malformações uterinas são causas comuns de infertilidade. A histerossalpingografia (HSG) é o exame padrão para avaliar a permeabilidade tubária e a morfologia da cavidade uterina. Ele permite identificar obstruções, hidrossalpinge, pólipos, miomas submucosos ou septos uterinos. Outros exames como o teste pós-coito (obsoleto e de pouca utilidade), histeroscopia (mais invasiva, para visualização direta da cavidade) ou ultrassom seriado (para ovulação, já confirmada) não seriam o próximo passo mais adequado nesta sequência de investigação.
A histerossalpingografia (HSG) é crucial para avaliar a permeabilidade das tubas uterinas e a morfologia da cavidade uterina, identificando obstruções tubárias, aderências ou malformações uterinas que podem impedir a concepção.
A HSG deve ser realizada na fase proliferativa inicial do ciclo menstrual, geralmente entre o 7º e o 12º dia, após o término da menstruação e antes da ovulação, para evitar a realização do exame em uma gestação inicial.
Após a HSG, se os resultados forem normais, outras causas como endometriose, aderências pélvicas, fatores cervicais ou infertilidade sem causa aparente (ISCA) podem ser investigadas, muitas vezes com laparoscopia diagnóstica.
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