HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023
Correlacione as definições da COLUNA I com seus respectivos agentes etiológicos e/ou IST da COLUNA II. COLUNA I 1. A primeira manifestação é caracterizada por uma úlcera, geralmente única, que ocorre no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais do tegumento), indolor, com base endurecida e fundo limpo. 2. Em geral, é uma manifestação mais severa caracterizada pelo surgimento de lesões eritemato-papulosas de um a três milímetros de diâmetro, que rapidamente evoluem para vesículas sobre base eritematosa, muito dolorosas e de localização variável na região genital. 3. É uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microrganismos do trato genital inferior, espontânea, comprometendo o endométrio, trompas de Falópio, anexos uterinos e/ou estruturas contínuas. 4. A transmissão ocorre, preferencialmente, por via sexual. O tempo de latência viral e os fatores associados não são conhecidos, e o vírus pode permanecer quiescente por muitos anos até o desenvolvimento de lesões. COLUNA II ( ) Herpes genital. ( ) Infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). ( ) Doença Inflamatória Pélvica (DIP). ( ) Cancro duro ou sífilis primária. Assinale a alternativa CORRETA:
Sífilis primária = úlcera indolor, base endurecida. Herpes genital = vesículas dolorosas. DIP = infecção ascendente. HPV = latência viral.
A correlação de ISTs exige conhecimento das manifestações clínicas clássicas. A sífilis primária é caracterizada pelo cancro duro, uma úlcera indolor. O herpes genital se manifesta com vesículas dolorosas. A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome de infecção ascendente do trato genital feminino, e o HPV é conhecido por sua latência e transmissão sexual.
O diagnóstico diferencial das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) é uma habilidade fundamental para médicos, especialmente em pronto-socorro e atenção primária. A capacidade de correlacionar as manifestações clínicas com os agentes etiológicos é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. As ISTs representam um importante problema de saúde pública, com alta prevalência e potencial de sequelas graves se não tratadas corretamente. A sífilis primária, causada pelo Treponema pallidum, manifesta-se como um cancro duro, uma úlcera indolor e endurecida. O herpes genital, causado pelo vírus Herpes simplex (HSV), apresenta-se com vesículas dolorosas que evoluem para úlceras. A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção ascendente do trato genital feminino, frequentemente polimicrobiana, que pode levar a infertilidade e dor pélvica crônica. A infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) é caracterizada por sua latência e potencial oncogênico, sendo a principal causa de câncer de colo uterino. O reconhecimento precoce e a instituição do tratamento correto são essenciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações a longo prazo. A educação sobre sexo seguro e o rastreamento regular são pilares na abordagem das ISTs. Para residentes, é vital memorizar as características distintivas de cada IST para um diagnóstico preciso e uma conduta terapêutica eficaz.
A úlcera do cancro duro, manifestação da sífilis primária, é tipicamente única, indolor, com bordas elevadas e endurecidas, e fundo limpo. Geralmente aparece no local de inoculação da bactéria.
As lesões de herpes genital são caracterizadas por vesículas agrupadas sobre uma base eritematosa, que rapidamente se rompem formando úlceras dolorosas. A dor intensa é um sintoma chave que as diferencia de outras úlceras.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica resultante da ascensão de microrganismos do trato genital inferior. Ela compromete o endométrio (endometrite), as trompas de Falópio (salpingite), os ovários (ooforite) e estruturas contíguas, podendo levar a abscesso tubo-ovariano.
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