PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
G2 P2 A0, 24 anos, sem parceiro fixo, compareceu para consulta na UBS com queixa de corrimento vaginal amarelo esverdeado, pruriginoso. No exame especular, além da presença do corrimento, observa-se muco endocervical de aspecto purulento e colo friável. Após confirmar o diagnóstico de IST, a paciente foi tratada com Metronidazol 500 mg 12/12h por via oral, Azitromicina 1g em dose única por via oral e Ceftriaxone 500 mg dose única via intramuscular. Quais agentes etiológicos foram abordados com essa estratégia terapêutica?
Corrimento amarelo-esverdeado + muco purulento + colo friável → tratar empiricamente para Trichomonas, Chlamydia e Gonorreia.
A paciente apresenta sintomas e sinais clássicos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que requerem tratamento empírico abrangente. O Metronidazol cobre Trichomonas vaginalis, a Azitromicina cobre Chlamydia trachomatis e o Ceftriaxone cobre Neisseria gonorrhoeae, abordando as principais causas de cervicite e vaginite.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um importante problema de saúde pública, com alta prevalência e potencial para complicações graves se não tratadas. A síndrome do corrimento vaginal é uma das queixas mais comuns em ambulatórios ginecológicos. A paciente apresenta um quadro sugestivo de múltiplas ISTs, incluindo vaginite por Trichomonas vaginalis (corrimento amarelo-esverdeado, pruriginoso) e cervicite por Chlamydia trachomatis e/ou Neisseria gonorrhoeae (muco endocervical purulento, colo friável). A fisiopatologia dessas infecções envolve a colonização e proliferação dos microrganismos nas mucosas genitais. Trichomonas vaginalis é um protozoário que causa inflamação vaginal. Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae são bactérias que podem infectar o colo uterino, uretra e outras mucosas, levando a cervicite, uretrite e, se não tratadas, doença inflamatória pélvica (DIP) e infertilidade. O diagnóstico é clínico e laboratorial, mas o tratamento empírico é frequentemente iniciado na primeira consulta. O tratamento empírico para a síndrome do corrimento vaginal e cervicite deve cobrir os agentes etiológicos mais prováveis. O Metronidazol é a droga de escolha para tricomoníase. A Azitromicina é eficaz contra Chlamydia trachomatis. O Ceftriaxone é o tratamento recomendado para Neisseria gonorrhoeae, devido à crescente resistência a outros antibióticos. Essa abordagem combinada visa erradicar as infecções e prevenir complicações, sendo crucial o tratamento de parceiros sexuais e a orientação sobre sexo seguro.
O corrimento vaginal amarelo-esverdeado e pruriginoso é classicamente associado à tricomoníase, causada por Trichomonas vaginalis. No entanto, a presença de muco endocervical purulento e colo friável sugere cervicite, que pode ser causada por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.
Essa combinação terapêutica é um tratamento empírico abrangente para as ISTs mais comuns que causam cervicite e vaginite. O Metronidazol trata Trichomonas vaginalis, a Azitromicina trata Chlamydia trachomatis e o Ceftriaxone trata Neisseria gonorrhoeae.
Sinais de cervicite incluem muco endocervical purulento, colo friável (que sangra facilmente ao toque) e, por vezes, dor à mobilização do colo. Esses achados indicam inflamação do colo uterino, frequentemente causada por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae.
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