HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Adolescente, 16 anos, refere variedade de parceiros sexuais nos últimos 6 meses, apresenta ao exame ginecológico de rotina corrimento branco-acinzentado, bolhoso, colo uterino avermelhado, canal endocervical sangrante facilmente. Está em uso de implante subcutâneo de etonogestrel há 1 ano e refere uso irregular de preservativo masculino. Foi atendida na Unidade Básica de Saúde, que não dispõe de exames para identificar o(os) agente(s) patógeno(s) envolvido(s). A conduta adequada é prescrever
Adolescente com múltiplos parceiros e cervicite/corrimento sugestivo de IST → tratamento empírico para Gonorreia, Clamídia e Tricomoníase.
Em adolescentes com múltiplos parceiros e achados de cervicite/corrimento sugestivo de IST, a conduta empírica deve cobrir os agentes mais comuns: *Neisseria gonorrhoeae* (ceftriaxona), *Chlamydia trachomatis* (azitromicina) e *Trichomonas vaginalis* (metronidazol). A alternativa A cobre gonorreia e clamídia, que são as mais graves e comuns.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são um problema de saúde pública significativo, especialmente entre adolescentes e jovens adultos. A alta prevalência e as potenciais complicações, como infertilidade e doença inflamatória pélvica, tornam o diagnóstico e tratamento precoces cruciais para a saúde reprodutiva e geral. A apresentação clínica pode variar, mas corrimento vaginal anormal (branco-acinzentado, bolhoso), dor pélvica e sangramento pós-coito são achados comuns. Em ambientes com recursos limitados, como Unidades Básicas de Saúde, o tratamento empírico é a estratégia preferencial, cobrindo os patógenos mais prováveis como *Neisseria gonorrhoeae* e *Chlamydia trachomatis*, que frequentemente coexistem. A conduta terapêutica para cervicite e uretrite em adolescentes sexualmente ativas geralmente envolve ceftriaxona para gonorreia e azitromicina para clamídia, ambos em dose única. É fundamental o aconselhamento sobre prevenção, testagem para outras IST (HIV, sífilis) e tratamento dos parceiros sexuais para evitar reinfecção e controlar a disseminação na comunidade.
Os agentes mais comuns incluem *Neisseria gonorrhoeae*, *Chlamydia trachomatis* e *Trichomonas vaginalis*. A vaginose bacteriana também pode estar presente, embora não seja uma IST clássica, pode coexistir.
A conduta empírica é crucial em locais sem acesso rápido a exames diagnósticos, permitindo o tratamento imediato e a interrupção da cadeia de transmissão, prevenindo complicações graves como doença inflamatória pélvica e infertilidade.
O uso consistente de preservativo é fundamental para prevenir novas infecções e reinfecções. O aconselhamento sobre sexo seguro, testagem para outras IST (HIV, sífilis) e tratamento dos parceiros sexuais são componentes essenciais do manejo para controle da doença.
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