IST na Gravidez: Riscos e Transmissão Vertical

Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020

Enunciado

As relações sexuais na gravidez não oferecem risco à gestação. As Infecções sexualmente transmissíveis devem ser assim abordadas, indique o item que se mostra errado:

Alternativas

  1. A) A atividade sexual durante o terceiro trimestre da gravidez não está relacionada a aumento de prematuridade e mortalidade perinatal.
  2. B) É importante considerar a possibilidade de contrair IST que possam ser transmitidas verticalmente, causando aumento da morbimortalidade tanto para a gestante, mas não para o concepto.
  3. C) É importante considerar a possibilidade de contrair IST que prejudiquem a gestação.
  4. D) A equipe de saúde deve abordar questões relacionadas à saúde sexual das gestantes e suas parcerias sexuais durante o pré-natal, o parto e o puerpério, especificamente no que tange à identificação de práticas sexuais e oferta de prevenção combinada.

Pérola Clínica

ISTs na gravidez aumentam morbimortalidade para gestante E concepto, inclusive por transmissão vertical.

Resumo-Chave

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante a gestação representam um risco significativo não apenas para a saúde da gestante, mas também para o concepto, devido à possibilidade de transmissão vertical. Essa transmissão pode levar a aborto, prematuridade, malformações congênitas e infecções neonatais graves, aumentando a morbimortalidade perinatal.

Contexto Educacional

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um desafio significativo na saúde materno-infantil, com implicações sérias para a gestante e, crucialmente, para o concepto. Embora as relações sexuais na gravidez sejam geralmente seguras na ausência de contraindicações, a prevenção, o rastreamento e o tratamento das ISTs são componentes essenciais de um pré-natal de qualidade. A importância clínica reside na alta morbimortalidade associada à transmissão vertical. A fisiopatologia da transmissão vertical varia conforme a IST, podendo ocorrer in utero (transplacentária), durante o parto (contato com secreções cervicovaginais) ou no pós-parto (amamentação). ISTs como sífilis, HIV, hepatite B, herpes genital, gonorreia e clamídia podem causar aborto espontâneo, parto prematuro, restrição de crescimento, malformações congênitas, infecções neonatais graves e sequelas a longo prazo no desenvolvimento da criança. O tratamento adequado da gestante e, quando indicado, do parceiro sexual, é fundamental para prevenir a transmissão vertical e melhorar os desfechos materno-infantis. A equipe de saúde deve abordar a saúde sexual das gestantes de forma aberta e não julgadora, oferecendo testagem, aconselhamento e estratégias de prevenção combinada durante todo o ciclo gravídico-puerperal. O manejo eficaz das ISTs é um pilar para a redução da mortalidade infantil e a promoção de uma gestação saudável.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais riscos das ISTs para o concepto durante a gravidez?

As ISTs podem causar aborto espontâneo, parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino, malformações congênitas, infecções congênitas (como sífilis congênita, HIV, toxoplasmose) e infecções neonatais, resultando em alta morbimortalidade.

Como a equipe de saúde deve abordar as ISTs no pré-natal?

A equipe deve realizar rastreamento universal para ISTs como sífilis, HIV, hepatites B e C, e oferecer aconselhamento sobre práticas sexuais seguras, prevenção combinada e tratamento adequado para gestantes e parcerias.

A atividade sexual é segura durante o terceiro trimestre da gravidez?

Sim, na ausência de contraindicações médicas (como placenta prévia, sangramento vaginal inexplicado, risco de parto prematuro), a atividade sexual é geralmente segura durante todo o terceiro trimestre e não está associada a aumento de prematuridade ou mortalidade perinatal.

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