UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2015
Um lactente de 18 meses de idade foi é trazido à Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu Distrito Sanitário com febre de 39,2 ºC, tosse cheia, mas não apresentava sinais de doença grave. FR = 65 rpm, roncos finos em ambos os hemitóraxes e sem sibilância. No dia anterior, a mencionada criança fora examinada na UBS com o seguinte quadro clínico: febre = 38,5 ºC, rinorreia, tosse , FR = 48 respirações por minuto e roncos de transmissão. Segundo o Programa de Controle das Infecções Respiratórias Agudas do Ministério de Saúde do Brasil, o dado/achado de valor prognóstico na evolução deste caso/paciente é:
Em IRA pediátrica, ↑ FR é sinal prognóstico chave de gravidade e progressão da doença.
No contexto das Infecções Respiratórias Agudas (IRA) em crianças, o aumento da frequência respiratória (taquipneia) é um dos sinais mais importantes de gravidade e progressão da doença, conforme preconizado pelo Programa de Controle das IRAs do Ministério da Saúde. Ele indica maior esforço respiratório e potencial comprometimento pulmonar.
As Infecções Respiratórias Agudas (IRA) são uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, especialmente em lactentes. O Programa de Controle das IRAs do Ministério da Saúde do Brasil estabelece diretrizes claras para o manejo, com foco na identificação precoce de sinais de gravidade que podem indicar a progressão para quadros mais sérios, como a pneumonia. A avaliação clínica cuidadosa é fundamental para a tomada de decisão, e alguns parâmetros são cruciais para o prognóstico. Nesse contexto, a frequência respiratória é um dos indicadores mais importantes. Um aumento significativo na frequência respiratória (taquipneia) em um lactente com IRA é um sinal de alerta de valor prognóstico, indicando que a criança está fazendo um esforço respiratório maior para compensar a dificuldade de oxigenação ou ventilação. A elevação da FR, mesmo na ausência de outros sinais evidentes de desconforto, deve levar a uma reavaliação e, muitas vezes, à indicação de tratamento com antibióticos e acompanhamento mais rigoroso. Para residentes, é essencial dominar a avaliação da frequência respiratória por faixa etária e reconhecer a taquipneia como um sinal de gravidade. A capacidade de identificar precocemente esses sinais permite intervenções oportunas, como a introdução de antibioticoterapia ou a referência para um nível de atenção de maior complexidade, impactando diretamente no desfecho clínico e na redução da mortalidade infantil por IRA.
Os critérios de taquipneia variam com a idade: para crianças de 2 meses a 1 ano, frequência respiratória ≥ 50 irpm; para crianças de 1 a 5 anos, frequência respiratória ≥ 40 irpm. Esses valores indicam um esforço respiratório aumentado e são sinais de alerta.
O aumento da frequência respiratória (taquipneia) é um indicador de maior esforço para manter a oxigenação e ventilação pulmonar. Em IRAs, especialmente pneumonias, reflete o comprometimento da função pulmonar e a necessidade de uma avaliação mais aprofundada e, possivelmente, tratamento específico.
Além da taquipneia, outros sinais de gravidade incluem tiragem subcostal, batimento de asas do nariz, gemência, cianose, prostração, recusa alimentar, irritabilidade ou letargia. A presença de qualquer um desses sinais exige atenção imediata e, muitas vezes, internação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo