TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024
Em relação às infecções respiratórias agudas, assinale a alternativa incorreta.
VSR → principal causa de bronquiolite; pico de gravidade ocorre em lactentes < 6 meses.
O manejo das infecções respiratórias exige distinguir indicações de antivirais: Oseltamivir para SRAG/risco e NMV/r para COVID-19 leve/moderada com risco de progressão.
As infecções respiratórias agudas (IRAs) representam um desafio clínico devido à diversidade etiológica e à sobreposição de sintomas. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente da bronquiolite e pneumonia em lactentes, com pico de gravidade geralmente abaixo dos 6 meses de idade. O reconhecimento precoce da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é crucial para o início da terapia antiviral. O manejo farmacológico da Influenza foca no uso de Oseltamivir para pacientes de risco ou com SRAG. Na COVID-19, a combinação Nirmatrelvir/Ritonavir é reservada para pacientes ambulatoriais com risco de progressão, enquanto casos graves exigem suporte ventilatório e corticoterapia. A coqueluche, por sua vez, mantém sua apresentação clássica de tosse paroxística e guincho inspiratório, exigindo vigilância epidemiológica contínua.
O fosfato de oseltamivir (Tamiflu) é um inibidor da neuraminidase indicado para o tratamento de casos de síndrome gripal em pacientes com condições e fatores de risco para complicações (como idosos, gestantes, crianças menores de 5 anos e portadores de comorbidades crônicas) ou em todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), independentemente do grupo de risco. O tratamento deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas para maximizar a eficácia na redução da replicação viral e do tempo de internação, embora ainda possa ser benéfico se iniciado tardiamente em casos graves.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico da bronquiolite viral aguda e da pneumonia em lactentes. Embora a incidência se estenda até os dois anos, o pico de maior gravidade, necessidade de hospitalização e complicações respiratórias ocorre em bebês menores de 6 meses de idade. Isso se deve à imaturidade do sistema imunológico, ao menor calibre das vias aéreas e à ausência de anticorpos maternos protetores em níveis suficientes. A alternativa D da questão estava incorreta justamente por situar a maior incidência entre 6 meses e 2 anos.
A associação de nirmatrelvir e ritonavir (Paxlovid) é indicada para o tratamento de adultos com COVID-19 leve a moderada que apresentam alto risco de progressão para doença grave, mas que não requerem oxigênio suplementar no momento do início do tratamento. O medicamento atua inibindo a protease viral necessária para a replicação. Em pacientes que já apresentam quadro grave, necessitando de oxigênio suplementar ou ventilação mecânica, o uso de Paxlovid não é a conduta padrão, priorizando-se o suporte ventilatório, corticoterapia e outros imunomoduladores conforme os protocolos de manejo hospitalar.
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