AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
As infecções da pele e partes moles (IPPM) estão entre as condições mais comuns em pacientes que comparecem ao pronto-socorro. Às vezes, são suficientemente graves para levar a choque séptico e justificar a admissão do paciente em unidade de terapia intensiva (UTI). Assinale a alternativa CORRETA:
MRSA: prevalente em infecções hospitalares, mas CA-MRSA (comunidade) ↑ em IPPM.
O Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) é uma causa importante de infecções de pele e partes moles (IPPM). Embora historicamente associado a ambientes hospitalares (HA-MRSA), a incidência de MRSA adquirido na comunidade (CA-MRSA) tem crescido, exigindo atenção na escolha da antibioticoterapia empírica.
As infecções de pele e partes moles (IPPM) são uma queixa comum em prontos-socorros, variando de condições benignas como impetigo a infecções graves como celulite e fasceíte necrosante, que podem levar a sepse. A etiologia mais comum envolve Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. A crescente prevalência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) é um desafio significativo, tanto em ambientes hospitalares (HA-MRSA) quanto na comunidade (CA-MRSA), exigindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica cuidadosa. O diagnóstico das IPPM é predominantemente clínico, baseado na aparência das lesões, dor, eritema, edema e presença de secreção. É crucial diferenciar infecções superficiais, como impetigo, de infecções mais profundas, como celulite e erisipela, que podem ter implicações terapêuticas distintas. A suspeita de MRSA deve ser alta em pacientes com fatores de risco ou naqueles com infecções que não respondem à terapia empírica inicial com antibióticos beta-lactâmicos. A colonização por Staphylococcus aureus, especialmente no nariz e na pele, é um fator de risco para infecções. O tratamento das IPPM depende da gravidade e do patógeno suspeito. Para infecções leves, pode-se optar por antibióticos orais com cobertura para S. aureus e S. pyogenes. Em casos moderados a graves, ou com suspeita de MRSA, a cobertura para este patógeno é essencial, utilizando drogas como clindamicina, sulfametoxazol-trimetoprim ou doxiciclina. Em infecções mais graves ou com sinais de sepse, a internação e o uso de antibióticos intravenosos (ex: vancomicina) são indicados. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações sérias.
HA-MRSA (hospital-acquired) é tipicamente associado a pacientes com exposição prévia a ambientes de saúde e possui perfis de resistência mais amplos. CA-MRSA (community-acquired) afeta indivíduos sem contato com o sistema de saúde e, embora possa ser menos resistente, sua prevalência em infecções de pele e partes moles está aumentando, muitas vezes com genes de virulência específicos.
O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, caracterizada por lesões crostosas e bolhosas, geralmente sem envolvimento das camadas mais profundas da derme ou subcutâneo. Diferentemente da celulite, que afeta a derme e o tecido subcutâneo e se manifesta com eritema, dor e edema mais pronunciados, o impetigo é mais restrito à epiderme.
Os principais patógenos são Staphylococcus aureus (incluindo MRSA) e Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). Outras bactérias podem estar envolvidas, especialmente em infecções polimicrobianas ou em pacientes imunocomprometidos.
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