IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Homem de 35 anos vai ao Pronto-Socorro queixando-se de tosse seca e dispneia há 18 dias, de curso insidioso e piora progressiva. Apresentou alguns episódios de febre (38,3°C) no período. Nega ortopneia, dispneia paroxística noturna, chieira torácica ou sintomas de vias aéreas superiores. Fez uso de levofloxacino por 7 dias, porém não obteve melhora. É portador de SIDA, em uso irregular dos antirretrovirais. Ao exame físico, PA: 110X66mmHg, FC: 76bpm, FR: 28ipm, SpO 2 83% ( em ar ambiente). O exame respiratório revela o uso da musculatura acessória da respiração, e a ausculta não apresenta anormalidades. O restante do exame físico está normal. Exames de laboratório: Hb: 10,2g/dL; LG:6.200/mm ³; NS: 4.270/mm ³; Plq: 154.000/mm ³; LDH: 960UI/L (VR:120- 246UI/L); PCR: 32mg/L; Bilirrubina total: 1,0mg/dL; Creat.:1,3mg/dL; CD4: 156/mm ³; Tomografia computadorizada do tórax conforme imagem a seguir:Assinale a alternativa que apresenta um diagnóstico diferencial MAIS PROVÁVEL para o quadro pulmonar apresentado por esse paciente:
Paciente com SIDA e CD4 < 200, tosse, dispneia, febre, LDH ↑, TC com infiltrado → PJP ou Histoplasmose disseminada.
O quadro clínico de tosse seca, dispneia progressiva, febre, hipoxemia (SpO2 83%), LDH elevado e CD4 baixo (<156) em paciente com SIDA é altamente sugestivo de infecção oportunista pulmonar. A Histoplasmose pulmonar é um diagnóstico diferencial importante, especialmente com infiltrados nodulares ou reticulonodulares na TC.
Pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), especialmente aqueles com contagem de linfócitos CD4 abaixo de 200 células/mm³, são altamente suscetíveis a infecções oportunistas, incluindo as pulmonares. O diagnóstico diferencial é vasto e inclui condições como Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PJP), Histoplasmose, Tuberculose, infecção pelo complexo Mycobacterium avium (MAC) e citomegalovirose. A apresentação clínica geralmente envolve tosse, dispneia, febre e hipoxemia progressiva. A Histoplasmose pulmonar disseminada é uma micose endêmica que pode se manifestar de forma grave em imunocomprometidos. O quadro clínico é inespecífico, mas a presença de febre, tosse, dispneia, hepatoesplenomegalia e linfadenopatia, juntamente com LDH elevado e CD4 baixo, deve levantar a suspeita. A tomografia de tórax pode revelar infiltrados nodulares, reticulonodulares ou até cavitações, além de linfadenopatia mediastinal. O manejo desses pacientes exige alta suspeição clínica, exames laboratoriais como LDH, hemograma e contagem de CD4, além de exames de imagem como a tomografia de tórax. A confirmação diagnóstica muitas vezes requer cultura de escarro, lavado broncoalveolar ou biópsia. O tratamento precoce e adequado é crucial para reduzir a morbimortalidade, sendo antifúngicos como anfotericina B ou itraconazol as opções para Histoplasmose.
As principais infecções pulmonares oportunistas em pacientes com SIDA e CD4 baixo incluem Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PJP), Histoplasmose, Tuberculose, Infecção pelo complexo Mycobacterium avium (MAC) e Citomegalovirose.
Níveis elevados de LDH são frequentemente observados em pacientes com Pneumonia por Pneumocystis jirovecii (PJP) e também podem estar presentes em outras infecções pulmonares oportunistas, como a Histoplasmose, servindo como um marcador inespecífico de dano pulmonar.
A tomografia de tórax fornece padrões de imagem que podem sugerir diagnósticos específicos; por exemplo, infiltrados intersticiais difusos são comuns na PJP, enquanto nódulos, cavitações ou linfadenopatia podem indicar Histoplasmose, Tuberculose ou MAC.
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