Infecções Necrosantes de Pele: Classificação e Manejo Essencial

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Em relação às infecções necrosantes de pele e partes moles (INPPMs), assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) As INPPMs do tipo I são monomicrobianas e mais comumente causadas por bactérias anaeróbicas tais como clostrídios, estreptococos ou bacterióides, por sua vez, as INPPMs do tipo II são polimicrobianas. A maioria dos patógenos, especialmente o Clostridium perfringens, secretam exotoxinas (hemolisina, colagenases, lecitinases e proteases) que determinam uma rápida evolução da necrose tissular ao longo das fáscias e planos musculares.
  2. B) Pacientes imunocomprometidos, incluindo pacientes com diabetes mellitus, vírus da imunodeficiência humana (HIV), desnutrição, doença vascular periférica e uso de dorgas injetáveis aumentam o risco de desenvolvimento de INPPMs.
  3. C) Alto índice de suspeição e diagnóstico precoce são críticos, devido à rápida progressão para as alterações hemodinâmicas (choque) e falências orgânicas associadas ao retardo no diagnóstico e manejo clínico e cirúrgico adequados nas INPPMs. 
  4. D) Assim como ocorre nas infecções clostridianas (gangrena úmida), a amputação do membro está recomendada como abordagem cirúrgica de escolha nos pacientes com fasceíte necrosante não clostridiana, envolvendo os membros inferiores, com o objetivo de se minimizar a morbiletalidade do episódio. 
  5. E) As INPPMs são consideradas como emergência cirúrgica, e recomenda-se tratamento imediato e agressivo com suporte hemodinâmico e ressuscitação fluida, extensivo debridamento cirúrgico dos tecidos necróticos e antibioticoterapia de amplo espectro.

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