SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Recém-nascido, 7 dias de vida, nascido "pequeno para a idade gestacional", que apresentou icterícia, é trazido ao ambulatório de seguimento do hospital com relato de dificuldade para mamar e consequente baixo ganho de peso. A gravidez foi tranquila, mas, no segundo trimestre, a mãe apresentou febre e uma erupção cutânea discreta, que desapareceu sem tratamento. Ao exame físico, o bebê apresenta manutenção da icterícia com a qual saiu da maternidade, e hepatoesplenomegalia. Diante da história, o pediatra suspeitou de uma infecção congênita e pretende solicitar exames laboratoriais para investigação. Com base no caso clínico, indique, dentre os mecanismos fisiopatológicos citados, o que mais provavelmente causou a icterícia, nesse contexto:
Febre/Exantema gestacional + Icterícia/Hepatoesplenomegalia RN → Hemólise por infecção congênita.
A icterícia precoce e persistente associada à hepatoesplenomegalia em recém-nascidos PIG sugere infecção congênita, onde a hemólise mediada pelo agente infeccioso é um mecanismo fisiopatológico central.
O quadro clínico descrito (RN PIG, icterícia precoce, hepatoesplenomegalia e história materna de febre/exantema no 2º trimestre) é altamente sugestivo de uma infecção do grupo TORCH, notadamente Rubéola ou CMV. A fisiopatologia da icterícia nesses casos é multifatorial.\n\nInicialmente, há um componente hemolítico importante devido à infecção sistêmica e hiperatividade do sistema reticuloendotelial (causando a hepatoesplenomegalia). Posteriormente, pode haver um componente de hepatite infecciosa com colestase (aumento de bilirrubina direta). A identificação precoce é crucial para o manejo das sequelas auditivas, visuais e neurológicas típicas dessas patologias.
As infecções do grupo TORCH (Toxoplasmose, Outras como Sífilis e HIV, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes) são as principais causas. O Citomegalovírus (CMV) e a Rubéola frequentemente se manifestam com icterícia, hepatoesplenomegalia e restrição de crescimento intrauterino (PIG).
O agente infeccioso pode causar destruição direta das hemácias ou induzir uma resposta imune que leva à hemólise. Além disso, a infecção crônica da medula óssea fetal e do sistema reticuloendotelial resulta em eritropoiese ineficaz e destruição esplênica aumentada de eritrócitos anormais.
A icterícia hemolítica apresenta predomínio de bilirrubina indireta e sinais de anemia (reticulocitose, queda de hemoglobina). Já a icterícia colestática, comum em fases tardias de infecções congênitas por acometimento hepático direto, apresenta aumento da bilirrubina direta (>1,0 mg/dL ou >20% do total) e fezes acólicas/urina colúrica.
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