UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Considerando-se as principais manifestações clínicas das infecções congênitas mais prevalentes, numere a 2a coluna de acordo com a 1a e, após, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 1ª Coluna; (1) Toxoplasmose congênita. (2) Rubéola. (3) Herpes simples vírus. 2ª Coluna; ( ) Catarata, cardiopatia congênita, perda auditiva, retardo do crescimento intrauterino. ( ) Calcificações intracranianas difusas, hidrocefalia, coriorretinite, líquor com inexplicável pleiocitose ou proteína elevada. ( ) Vesículas ou cicatrizes cutâneas, líquor com pleiocitose, trombocitopenia, transaminases elevadas, conjutivite ou ceratoconjutivite.
Rubéola congênita → Catarata, cardiopatia, surdez. Toxoplasmose congênita → Calcificações, hidrocefalia, coriorretinite. HSV congênito → Vesículas cutâneas, pleiocitose líquor.
A diferenciação das infecções congênitas é crucial para o diagnóstico e manejo precoce. As manifestações clínicas variam, mas algumas são altamente sugestivas, como a tríade de Gregg na rubéola e as calcificações intracranianas difusas na toxoplasmose, enquanto o HSV congênito classicamente apresenta lesões cutâneas vesiculares.
As infecções congênitas representam um desafio diagnóstico e terapêutico na neonatologia, com potencial para sequelas graves e permanentes. A compreensão das manifestações clínicas específicas de cada patógeno é fundamental para o reconhecimento precoce e a intervenção adequada. A prevalência e o espectro clínico variam, mas toxoplasmose, rubéola e infecção por herpes simples vírus (HSV) estão entre as mais importantes devido à sua morbidade significativa. O diagnóstico diferencial é crucial, pois muitas dessas infecções podem apresentar sintomas sobrepostos, exigindo exames laboratoriais específicos para confirmação. A fisiopatologia envolve a transmissão vertical do patógeno da mãe para o feto, resultando em danos a diversos órgãos e sistemas em desenvolvimento. A rubéola, por exemplo, causa malformações por interferência na organogênese, enquanto a toxoplasmose e o HSV podem levar a lesões destrutivas e inflamatórias no sistema nervoso central e olhos. A suspeita clínica surge a partir de achados no pré-natal (ex: ultrassonografia com anomalias) ou no período neonatal (ex: icterícia, hepatoesplenomegalia, lesões cutâneas, alterações neurológicas ou oftalmológicas). O tratamento varia conforme o agente etiológico e a gravidade da doença, visando minimizar as sequelas e controlar a replicação viral ou parasitária. O prognóstico depende da época da infecção, da carga viral/parasitária e da prontidão do tratamento. A prevenção, através da vacinação materna (rubéola) e medidas de higiene, é a estratégia mais eficaz. Para residentes, o domínio dessas infecções é essencial para a prática clínica em pediatria e obstetrícia, impactando diretamente a saúde pública.
A rubéola congênita é classicamente associada à tríade de Gregg: catarata, cardiopatia congênita (especialmente persistência do canal arterial e estenose da artéria pulmonar) e surdez neurossensorial. Outras manifestações incluem retardo do crescimento intrauterino e microcefalia.
A toxoplasmose congênita é frequentemente caracterizada pela tríade de Sabin: hidrocefalia, calcificações intracranianas difusas e coriorretinite. Além disso, pode haver pleiocitose ou proteína elevada no líquor, trombocitopenia e icterícia.
A infecção congênita por HSV pode apresentar lesões cutâneas vesiculares ou cicatrizes, ceratoconjuntivite, pleiocitose no líquor, trombocitopenia e elevação das transaminases. A doença pode ser disseminada, com envolvimento multissistêmico, ou localizada no SNC ou pele, olhos e boca.
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