Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020
Considerando-se as infecções crônicas congênitas, aponte a opção correta.
Maioria das infecções congênitas é assintomática ao nascer, com sequelas tardias.
Muitas infecções congênitas, como toxoplasmose e citomegalovírus, são assintomáticas no período neonatal. Isso dificulta o diagnóstico precoce e ressalta a importância da triagem e do acompanhamento, pois sequelas graves (surdez, cegueira, atraso no desenvolvimento) podem se manifestar meses ou anos depois.
As infecções congênitas crônicas representam um desafio significativo na pediatria devido à sua prevalência e ao potencial de sequelas graves. Elas são adquiridas intraútero e podem ser causadas por diversos agentes, como Toxoplasma gondii, Citomegalovírus (CMV), vírus da Rubéola, Sífilis e HIV. Uma característica marcante dessas infecções é que a maioria dos recém-nascidos afetados encontra-se assintomática ao nascer, o que dificulta o diagnóstico precoce e a intervenção oportuna. Essa apresentação silenciosa é um ponto crítico para residentes e profissionais de saúde. A fisiopatologia envolve a transmissão transplacentária do agente infeccioso, que pode causar danos em diversos órgãos e sistemas em desenvolvimento. As manifestações clínicas, quando presentes ao nascimento, podem ser inespecíficas (ex: hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias) ou mais específicas (ex: coriorretinite na toxoplasmose, microcefalia no CMV). No entanto, a ausência de sintomas neonatais não exclui a infecção, e as sequelas tardias, como surdez neurossensorial, cegueira, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e distúrbios de aprendizado, podem surgir meses ou anos após o nascimento, mesmo em crianças que eram assintomáticas inicialmente. O diagnóstico de infecção congênita é possível antes de 1 ano de idade através de métodos como sorologias específicas (IgM e IgG), testes moleculares (PCR) em fluidos corporais do recém-nascido e exames de imagem. O tratamento, quando disponível, é mais eficaz se iniciado precocemente, antes do estabelecimento das sequelas. Portanto, a vigilância pré-natal, a triagem neonatal e o acompanhamento cuidadoso de recém-nascidos de mães com infecções durante a gestação são fundamentais para identificar e intervir precocemente, minimizando o impacto das sequelas e melhorando o prognóstico a longo prazo.
Infecções como citomegalovírus (CMV), toxoplasmose e rubéola congênita são frequentemente assintomáticas ao nascer. Embora o recém-nascido pareça saudável, o vírus ou parasita pode estar causando danos silenciosos que se manifestarão mais tarde.
As sequelas tardias mais comuns incluem deficiência auditiva (surdez neurossensorial), deficiência visual (coriorretinite, catarata), atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, microcefalia, convulsões e problemas de aprendizado. Essas sequelas podem ser progressivas e irreversíveis.
O diagnóstico pode ser feito através de triagem neonatal (ex: teste do pezinho para algumas infecções), sorologias maternas e neonatais, e testes moleculares (PCR) em amostras de urina ou saliva do recém-nascido. O acompanhamento de gestantes com soroconversão ou infecção ativa é crucial para o diagnóstico precoce no bebê.
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