HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2015
Leia o caso clínico a seguir e marque a alternativa CORRETA. Um lactente de 10 meses de idade é levado ao pronto atendimento com queixa de febre não termometrada há um dia, tosse, obstrução nasal. Ao exame clínico percebe-se hiperemia de orofaringe, padrão respiratório dentro da normalidade e temperatura axilar de 37,8. Qual a conduta adequada?
Lactente com IVAS sem sinais de gravidade → conduta expectante e reavaliação em 24-48h.
Em lactentes com sintomas de IVAS e sem sinais de gravidade como desconforto respiratório, prostração ou febre alta persistente, a conduta inicial é sintomática e a orientação de reavaliação em 24-48 horas é crucial para monitorar a evolução e identificar complicações.
As Infecções de Vias Aéreas Superiores (IVAS) são as doenças mais comuns na infância, especialmente em lactentes, e representam uma parcela significativa das consultas pediátricas. Caracterizam-se por sintomas como febre, tosse, coriza e obstrução nasal, geralmente de etiologia viral. O manejo adequado é crucial para evitar intervenções desnecessárias e orientar os pais sobre a evolução da doença. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. É fundamental diferenciar quadros virais autolimitados de possíveis complicações bacterianas ou condições mais graves. A ausência de desconforto respiratório, boa aceitação alimentar e estado geral preservado são indicativos de um quadro benigno. A fisiopatologia envolve a replicação viral na mucosa respiratória, levando à inflamação e sintomas. O tratamento é sintomático, com hidratação, lavagem nasal com soro fisiológico e antitérmicos/analgésicos se necessário. A orientação de reavaliação em 24-48 horas é uma conduta padrão para monitorar a evolução, identificar sinais de alerta (piora do estado geral, dificuldade respiratória, febre persistente) e garantir que não haja progressão para quadros mais sérios, como pneumonia ou otite média aguda.
Sinais de alerta incluem desconforto respiratório (tiragem, batimento de asa nasal), prostração, recusa alimentar, febre persistente ou alta, cianose e irritabilidade excessiva.
A maioria das IVAS em lactentes é de etiologia viral, e antibióticos não são eficazes contra vírus, contribuindo para a resistência antimicrobiana e efeitos adversos desnecessários.
A reavaliação permite monitorar a evolução clínica, identificar precocemente sinais de complicações bacterianas (como otite média aguda, pneumonia) ou agravamento do quadro viral, ajustando a conduta se necessário.
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