Resfriado Comum em Crianças: Manejo e Sinais de Alarme

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 10 anos de idade foi levado a uma consulta com queixa de tosse e coriza hialina há 5 dias, sem febre ou demais queixas. Seu exame físico revelou o seguinte: bom estado geral, corado, hidratado, afebril, ativo e reativo; bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopro audível; murmúrios vesiculares positivos bilateralmente sem ruído adventício, sem sinais de desconforto; abdome flácido, indolor, com ruídos hidroaéreos presentes; tempo de enchimento capilar de 2 segundos; orofaringe sem alterações; otoscopia sem alterações. Assinale a alternativa que apresenta a conduta que deve ser tomada nesse caso hipotético

Alternativas

  1. A) alta com lavagem nasal, orientar aumento de ingesta hídrica e orientações de sinais de alarme
  2. B) solicitar radiografia de tórax
  3. C) solicitar radiografia de seios da face
  4. D) alta com anti-histamínico e corticoide oral
  5. E) alta com salbutamol e prednisolona

Pérola Clínica

Criança com IVAS sem sinais de alarme → tratamento sintomático e orientações.

Resumo-Chave

O caso descreve um quadro típico de infecção de vias aéreas superiores (IVAS) viral, como o resfriado comum, sem sinais de gravidade. A conduta deve ser conservadora, focando no alívio sintomático e na orientação dos pais sobre sinais de alerta para complicações. Exames complementares ou medicações desnecessárias devem ser evitados.

Contexto Educacional

Infecções de Vias Aéreas Superiores (IVAS) são as doenças mais comuns na infância, sendo o resfriado comum a apresentação mais frequente. Caracterizam-se por sintomas como tosse, coriza, espirros e, ocasionalmente, febre baixa. A etiologia é predominantemente viral, com rinovírus sendo o agente mais comum. A importância clínica reside na alta incidência e na necessidade de diferenciar quadros benignos de condições mais graves. O diagnóstico do resfriado comum é clínico, baseado na história e exame físico. A ausência de sinais de desconforto respiratório, febre alta persistente ou outros achados sistêmicos graves sugere um quadro autolimitado. A fisiopatologia envolve a replicação viral na mucosa respiratória, levando a inflamação e aumento da produção de muco. O tratamento é essencialmente sintomático e de suporte. Medidas como lavagem nasal com soro fisiológico, hidratação adequada e repouso são fundamentais. É crucial orientar os pais sobre os sinais de alarme que indicam a necessidade de retornar ao serviço de saúde, como dificuldade respiratória, febre alta persistente, prostração ou recusa alimentar. O uso indiscriminado de antibióticos, corticoides ou anti-histamínicos não é recomendado para IVAS virais não complicadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme em crianças com infecção respiratória?

Sinais de alarme incluem febre persistente, dificuldade para respirar (tiragem, batimento de asa nasal), prostração, recusa alimentar e cianose. A presença de qualquer um desses indica necessidade de reavaliação médica.

Qual a conduta inicial para resfriado comum em pediatria?

A conduta inicial é sintomática, incluindo lavagem nasal com soro fisiológico, aumento da ingesta hídrica, repouso e, se necessário, antitérmicos. Evitar medicamentos desnecessários.

Quando solicitar exames complementares para IVAS em crianças?

Exames como radiografia de tórax ou seios da face são indicados apenas se houver suspeita de complicações, como pneumonia ou sinusite bacteriana, baseada em sinais clínicos persistentes ou agravamento do quadro.

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