FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Lactente de 10 meses de idade vem ao pronto atendimento com queixa de tosse seca, coriza e febre baixa há 2 dias. Há 24h com irritabilidade, tosse mais intensa e produtiva. Ao exame: estado geral bom, ativo, hidratado, temperatura axilar 37,8°C, FC= 120 bpm, FR= 38ipm, sem tiragens, coriza mucoide branca, AP com roncos esparsos, hiperemia de orofaringe, hiperemia de membrana timpânica bilateral, com membrana translúcida. Qual a conduta indicada para este caso?
Resfriado comum/IVAS viral em lactente → tratamento sintomático: SF nasal + antitérmico.
O quadro clínico (tosse, coriza, febre baixa, irritabilidade, roncos esparsos, hiperemia de orofaringe e membrana timpânica translúcida) é altamente sugestivo de uma infecção de vias aéreas superiores (IVAS) de etiologia viral, como um resfriado comum ou rinofaringite. Não há sinais de complicação bacteriana, e o tratamento é sintomático.
As infecções de vias aéreas superiores (IVAS) são as doenças mais comuns na infância, sendo a maioria de etiologia viral. O resfriado comum é um exemplo clássico, caracterizado por coriza, tosse, espirros e febre baixa. O diagnóstico é clínico e o tratamento é primariamente sintomático, visando aliviar o desconforto da criança. A hiperemia de orofaringe e membrana timpânica bilateral, com membrana translúcida, são achados comuns em infecções virais de vias aéreas superiores e não indicam otite média aguda bacteriana que necessitaria de antibiótico. O estado geral bom, ativo e hidratado reforça a natureza benigna do quadro. A conduta é suporte, com hidratação, lavagem nasal com soro fisiológico e antitérmicos/analgésicos como paracetamol ou ibuprofeno para febre e desconforto. Antibióticos e descongestionantes sistêmicos são contraindicados.
Suspeita-se de infecção bacteriana se houver piora progressiva dos sintomas após alguns dias, febre alta persistente, sinais de toxemia, secreção purulenta persistente, ou achados específicos como membrana timpânica abaulada/opaca na otite média.
O soro fisiológico nasal ajuda a fluidificar as secreções, desobstruir as vias aéreas e facilitar a respiração e alimentação do lactente, sendo uma medida de suporte fundamental.
Descongestionantes sistêmicos não são recomendados em lactentes devido ao risco de efeitos adversos graves, como taquicardia, hipertensão, irritabilidade e convulsões, sem benefício comprovado.
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