Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Mulher de 30 anos de idade apresenta quarto episódio de infecção urinária em um ano. Considere as seguintes condutas: I - Antibioticoprofilaxia com fosfomicina trometamol diariamente por seis semanas. II - Uretrocistoscopia para pesquisa de biofilme bacteriano na parede vesical. III - Estrogenioterapia vaginal para melhora do trofismo vaginal. IV - Profilaxia diária com nitrofurantoína 100 mg. Está(ão) correta(s) a(s) conduta(s) descrita(s) em:
ITU de repetição em mulher jovem → Profilaxia diária com nitrofurantoína é conduta padrão.
Infecções do trato urinário (ITU) de repetição são comuns em mulheres jovens. A profilaxia antibiótica diária, como com nitrofurantoína em baixa dose, é uma estratégia eficaz para reduzir a frequência dos episódios. Outras medidas, como estrogênio vaginal, são mais indicadas para mulheres na pós-menopausa.
A infecção do trato urinário (ITU) de repetição é um problema comum que afeta significativamente a qualidade de vida de mulheres, especialmente as jovens. É definida pela ocorrência de dois ou mais episódios em seis meses ou três ou mais em um ano. A fisiopatologia envolve fatores comportamentais, genéticos e anatômicos, que facilitam a ascensão bacteriana pela uretra. O manejo da ITU de repetição foca na prevenção de novos episódios. A antibioticoprofilaxia contínua em baixa dose é uma das estratégias mais eficazes, com medicamentos como a nitrofurantoína sendo frequentemente utilizados devido ao seu perfil de segurança e eficácia. Outras opções incluem sulfametoxazol-trimetoprim e cefalexina. A fosfomicina trometamol, embora eficaz para tratamento agudo, não é a primeira escolha para profilaxia diária contínua. A uretrocistoscopia não é uma conduta de rotina para ITU de repetição em mulheres sem sinais de anormalidades anatômicas ou urolitíase. A estrogenioterapia vaginal é reservada para mulheres na pós-menopausa, onde a atrofia urogenital contribui para a recorrência. A educação sobre higiene e hábitos miccionais também é parte integrante do plano de manejo, visando reduzir o risco de novas infecções.
Uma infecção urinária é considerada de repetição quando ocorrem dois ou mais episódios em seis meses, ou três ou mais episódios em um ano. É um critério clínico importante para definir a necessidade de profilaxia.
As opções incluem nitrofurantoína (50-100 mg/dia), sulfametoxazol-trimetoprim (dose baixa diária ou 3x/semana), cefalexina ou fosfomicina (dose única semanal). A escolha depende do perfil de sensibilidade local e tolerância do paciente.
Não, a estrogenioterapia vaginal é mais indicada para mulheres na pós-menopausa, onde a deficiência de estrogênio leva à atrofia vaginal e alterações na microbiota, aumentando o risco de ITU. Em mulheres jovens, não há indicação primária.
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