SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Uma gestante com 28 semanas de gestação, com infecções urinárias repetidas desde o primeiro trimestre, deverá realizar.
ITU recorrente em gestante → antibioticoprofilaxia até 2ª semana pós-parto.
Gestantes com infecções urinárias de repetição (duas ou mais ITUs sintomáticas ou bacteriúria assintomática) devem receber antibioticoprofilaxia contínua. Essa profilaxia deve ser mantida durante o restante da gestação e estendida até a segunda semana do puerpério para prevenir recorrências e complicações graves como pielonefrite.
As infecções do trato urinário (ITU) são as complicações bacterianas mais comuns na gravidez, com uma prevalência significativa de bacteriúria assintomática e infecções sintomáticas. A importância de seu manejo reside no risco aumentado de pielonefrite, que pode levar a complicações maternas (sepse, anemia) e fetais (parto prematuro, baixo peso ao nascer). As alterações fisiológicas da gestação, como a dilatação dos ureteres (hidroureter e hidronefrose fisiológica), diminuição do tônus da bexiga e estase urinária, favorecem a proliferação bacteriana e a ascensão da infecção. O rastreamento de bacteriúria assintomática com urocultura no primeiro trimestre é crucial, e seu tratamento reduz o risco de ITU sintomática e pielonefrite. Em gestantes com infecções urinárias de repetição, a antibioticoprofilaxia contínua é a conduta recomendada. Essa profilaxia deve ser mantida durante todo o restante da gestação e estendida até a segunda semana do puerpério, período em que o risco de ITU ainda é elevado devido às mudanças pós-parto.
As alterações fisiológicas da gravidez, como dilatação do trato urinário e estase urinária, aumentam o risco de ascensão bacteriana e desenvolvimento de pielonefrite, que pode levar a complicações maternas e fetais graves.
A profilaxia é indicada para gestantes com duas ou mais infecções urinárias sintomáticas ou bacteriúria assintomática persistente, mesmo após tratamento adequado.
O puerpério é um período de alto risco para infecções urinárias devido a fatores como trauma do parto, cateterização vesical e alterações hormonais, tornando a profilaxia essencial para evitar recorrências.
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