CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
O agente etiológico mais encontrado nos casos de infecção urinária recorrente na mulher no menacme é:
ITU recorrente em mulher no menacme → Escherichia coli é o agente mais comum.
A Escherichia coli é responsável por 75-95% das infecções urinárias, incluindo as recorrentes, devido à sua capacidade de adesão ao epitélio urinário e formação de biofilmes. É fundamental reconhecer este patógeno para o tratamento empírico adequado.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, especialmente em mulheres. A ITU recorrente, definida por múltiplos episódios em um curto período, afeta significativamente a qualidade de vida e representa um desafio diagnóstico e terapêutico. A prevalência é maior em mulheres no menacme devido a fatores anatômicos e comportamentais. O agente etiológico mais frequentemente isolado em casos de ITU, tanto esporádica quanto recorrente, é a Escherichia coli. Este uropatógeno é responsável por cerca de 75% a 95% das infecções. Outros agentes menos comuns incluem Klebsiella pneumoniae, Proteus mirabilis e Staphylococcus saprophyticus. A E. coli possui mecanismos de virulência específicos, como as fímbrias, que permitem sua adesão ao epitélio urinário e a formação de biofilmes, contribuindo para a recorrência. O manejo da ITU recorrente envolve a identificação do agente etiológico por urocultura e antibiograma, seguido de tratamento direcionado. Além disso, estratégias profiláticas como antibióticos em baixa dose, estrogênio tópico para mulheres pós-menopausa, e medidas comportamentais como hidratação adequada e micção pós-coito são fundamentais. A compreensão da etiologia predominante é crucial para a escolha empírica inicial do tratamento e para a orientação das medidas preventivas.
Infecção urinária recorrente é definida como três ou mais episódios de ITU em 12 meses, ou dois ou mais episódios em 6 meses, após a erradicação de uma infecção anterior.
A E. coli possui fatores de virulência como fímbrias P, que permitem sua adesão às células uroteliais, e a capacidade de formar biofilmes, facilitando a persistência e recorrência da infecção.
O manejo inclui profilaxia antibiótica de baixa dose, uso de cranberry, estrogênio tópico em mulheres pós-menopausa, imunoprofilaxia e modificações comportamentais, sempre após a exclusão de anomalias anatômicas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo