HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Mulher, 56 anos, menopausa aos 52 anos, consulta em ambulatório por dor suprapúbica e aumento da frequência miccional há 2 dias. Nega uso de terapia hormonal, febre ou leucorreia. Relata 2 episódios semelhantes ao atual nos últimos 4 meses, com uroculturas positivas e melhora após uso de antibiótico via oral. Assinale a alternativa correta em relação ao caso.
ITU recorrente pós-menopausa → considerar atrofia urogenital e estrogênio tópico para manejo.
Em mulheres pós-menopausa com ITU recorrente, a deficiência estrogênica leva à atrofia urogenital, alterando o pH vaginal e a flora, o que favorece a colonização por uropatógenos. O estrogênio tópico restaura o trofismo e a flora, reduzindo as recorrências.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) recorrente é definida por três ou mais episódios em 12 meses ou dois ou mais em 6 meses. Em mulheres pós-menopausa, a deficiência estrogênica é um fator chave, levando à atrofia urogenital, que se manifesta com sintomas como ressecamento vaginal, dispareunia, disúria e aumento da frequência miccional, além de predispor a ITUs. A prevalência de ITU aumenta significativamente após a menopausa. A fisiopatologia envolve a diminuição dos níveis de estrogênio, que causa o afinamento da mucosa vaginal e uretral, perda de glicogênio nas células epiteliais e elevação do pH vaginal. Essas alterações reduzem a população de lactobacilos protetores e favorecem a colonização por enterobactérias, como E. coli, que ascendem ao trato urinário. O diagnóstico é clínico, com urocultura confirmando a infecção. O tratamento e a prevenção da ITU recorrente em mulheres pós-menopausa frequentemente incluem o uso de estrogênio tópico vaginal, que restaura o trofismo da mucosa, normaliza o pH e a flora vaginal, reduzindo a incidência de infecções. Outras medidas incluem hidratação adequada, micção pós-coito e, em casos selecionados, profilaxia antibiótica de baixa dose.
Os principais fatores incluem a deficiência estrogênica que leva à atrofia urogenital, alteração do pH vaginal, diminuição da flora de lactobacilos e proliferação de bactérias patogênicas.
O estrogênio tópico restaura o trofismo da mucosa vaginal e uretral, normaliza o pH vaginal e favorece o crescimento de lactobacilos, diminuindo a colonização por uropatógenos e, consequentemente, as recorrências.
A profilaxia antibiótica contínua é uma opção para pacientes com ITU recorrente que não respondem a outras medidas, como estrogênio tópico, ou que apresentam contraindicações para seu uso.
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