HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
Menina de 9 anos de idade, com diagnóstico de infecção urinária de repetição por bexiga neurogênica, está internada em uso de ceftriaxona para tratamento de pielonefrite. No segundo dia de internação, ainda mantendo febre, é obtido o resultado da urocultura, com presença de Escherichia coli produtora de betalactamases de espectro ampliado (ESBL). Assinale a melhor alternativa de antibiótico para continuar o tratamento:
Pielonefrite por E. coli ESBL → Carbapenêmico (Meropenem) é a escolha primária.
Em casos de pielonefrite por Escherichia coli produtora de ESBL (betalactamases de espectro ampliado), os carbapenêmicos, como o Meropenem, são a classe de antibióticos de escolha. Isso se deve à sua estabilidade contra essas enzimas, garantindo eficácia no tratamento de infecções graves por bactérias multirresistentes.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma condição comum em pediatria, e a pielonefrite, uma forma mais grave, requer tratamento agressivo. Em pacientes com fatores de risco, como bexiga neurogênica, a recorrência é frequente, e a prevalência de bactérias multirresistentes, como Escherichia coli produtora de betalactamases de espectro ampliado (ESBL), é uma preocupação crescente. Bactérias ESBL conferem resistência a uma ampla gama de antibióticos betalactâmicos, incluindo penicilinas e cefalosporinas de terceira e quarta gerações. Nesses casos, a escolha do antibiótico é crucial para o sucesso terapêutico e para evitar complicações. Os carbapenêmicos, como o Meropenem, são a classe de antibióticos de eleição para infecções graves por ESBL, devido à sua estabilidade frente a essas enzimas. Para residentes, é vital reconhecer a importância da urocultura com antibiograma para guiar o tratamento, especialmente em pacientes com histórico de ITUs de repetição ou fatores de risco para resistência. A falha em identificar e tratar adequadamente uma infecção por ESBL pode levar a desfechos desfavoráveis, incluindo sepse e dano renal permanente.
O tratamento de escolha para pielonefrite por E. coli produtora de ESBL são os carbapenêmicos, como o Meropenem, devido à sua eficácia contra essas bactérias multirresistentes.
A Ceftriaxona, uma cefalosporina de terceira geração, é hidrolisada pelas enzimas ESBL, tornando-se ineficaz contra bactérias que as produzem, o que leva à falha do tratamento.
ESBL são enzimas produzidas por algumas bactérias (comumente Enterobacteriaceae como E. coli e Klebsiella) que conferem resistência a penicilinas, cefalosporinas de primeira, segunda, terceira e, por vezes, quarta geração, e aztreonam.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo