ITU Febril em Lactentes: Investigação e Exames Padrão-Ouro

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

Lactente, 5 meses de idade, com história de internações prévias devido a infecção urinária aos 20 dias de vida e aos 3 meses. Hoje apresenta febre intermitente, inapetência e vômitos. Exame de urina: nitrito (+), urocultura colhida por sondagem vesical com mais de 100 000 UFC/ml de E. coli, tratado com antimicrobiano com remissão dos sintomas. Realizadas ultrassonografias abdominal e de rins e vias urinárias que não verificaram alterações. O exame padrão-ouro para elucidar esse caso é

Alternativas

  1. A) cintilografia renal com DMSA.
  2. B) urografia excretora.
  3. C) uretrocistografia miccional.
  4. D) ressonância magnética de abdome.
  5. E) tomografia de abdome.

Pérola Clínica

ITU febril em lactente com USG normal → investigar RVU/cicatriz renal; DMSA para cicatriz, UCM para RVU.

Resumo-Chave

Em lactentes com infecção urinária febril recorrente e ultrassonografia renal normal, a investigação deve prosseguir para identificar anomalias como refluxo vesicoureteral (RVU) ou cicatrizes renais. A cintilografia renal com DMSA é o exame padrão-ouro para detectar lesões parenquimatosas (cicatrizes) e avaliar a função renal, enquanto a uretrocistografia miccional (UCM) é o padrão-ouro para diagnosticar RVU.

Contexto Educacional

A infecção do trato urinário (ITU) em lactentes é uma condição comum e séria, especialmente quando febril, pois pode indicar pielonefrite e levar a danos renais permanentes. A recorrência de ITUs febris, mesmo com ultrassonografia renal normal, exige uma investigação aprofundada para identificar anomalias congênitas do trato urinário (ACTU), como o refluxo vesicoureteral (RVU), que predispõem a novas infecções e ao desenvolvimento de cicatrizes renais. A ultrassonografia de rins e vias urinárias é o exame inicial, mas sua normalidade não exclui a necessidade de prosseguir com a investigação em casos de ITU febril ou recorrente. A cintilografia renal com DMSA (ácido dimercaptosuccínico) é considerada o padrão-ouro para a detecção de pielonefrite aguda e, mais importante, para a identificação de cicatrizes renais, que são áreas de dano parenquimatoso irreversível. Este exame avalia a função e a morfologia do parênquima renal. Por outro lado, a uretrocistografia miccional (UCM) é o padrão-ouro para o diagnóstico de refluxo vesicoureteral, uma condição em que a urina retorna da bexiga para os ureteres e rins. A escolha do exame subsequente depende da suspeita clínica e dos achados iniciais. Em um lactente com ITUs febris recorrentes e USG normal, a prioridade é investigar tanto o dano renal (DMSA) quanto a causa subjacente (UCM para RVU). A questão foca em elucidar o caso, e a cintilografia DMSA é crucial para avaliar o impacto renal das infecções prévias e atuais.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da cintilografia renal com DMSA na investigação de ITU em lactentes?

A cintilografia com DMSA é o exame padrão-ouro para detectar pielonefrite aguda e identificar cicatrizes renais (lesões parenquimatosas), que são sequelas de infecções urinárias graves e podem indicar risco de doença renal crônica.

Quando a uretrocistografia miccional (UCM) é indicada na investigação de ITU pediátrica?

A UCM é indicada para diagnosticar refluxo vesicoureteral (RVU), que é uma das principais causas de ITU recorrente em crianças. Geralmente é realizada após a resolução da infecção aguda e após a cintilografia DMSA ter demonstrado alterações ou em casos de ITU febril em lactentes.

Quais são as principais complicações de ITUs recorrentes não investigadas em lactentes?

As principais complicações incluem o desenvolvimento de cicatrizes renais, que podem levar à hipertensão arterial, proteinúria e, em casos graves, à doença renal crônica.

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