DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023
Gestante de 30 semanas comparece ao ambulatório de pré-natal com queixa de disúria. Sem oportunidade de realizar uma urocultura, o Ginecologista opta por antibiótico com espectro principalmente para:
ITU em gestante: E. coli é o principal patógeno; tratamento empírico deve cobrir.
A Escherichia coli é responsável pela maioria das infecções do trato urinário (ITU) em gestantes. Na ausência de urocultura, o tratamento empírico deve ser direcionado para este patógeno, utilizando antibióticos seguros na gravidez, como cefalexina, amoxicilina ou nitrofurantoína (evitar no 3º trimestre).
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das complicações mais comuns na gestação, afetando cerca de 10% das grávidas. A fisiologia da gravidez, com dilatação do trato urinário e estase urinária, predispõe as gestantes a essas infecções. A ITU pode se manifestar como bacteriúria assintomática, cistite ou pielonefrite, sendo a última uma condição grave que pode levar a complicações materno-fetais significativas. O principal agente etiológico da ITU em gestantes é a Escherichia coli, responsável pela grande maioria dos casos. Outros patógenos menos comuns incluem Klebsiella pneumoniae, Proteus mirabilis e Staphylococcus saprophyticus. Devido aos riscos associados à ITU na gravidez, o tratamento é mandatório, mesmo para bacteriúria assintomática. Na ausência de urocultura, como no caso da questão, o tratamento empírico deve ser iniciado prontamente, direcionado para a E. coli. Antibióticos seguros na gestação incluem cefalexina, amoxicilina e nitrofurantoína (esta última deve ser evitada no terceiro trimestre devido ao risco de anemia hemolítica neonatal). É crucial que residentes conheçam a epidemiologia, o diagnóstico e o tratamento adequado da ITU na gestação para prevenir desfechos adversos.
A Escherichia coli é o principal agente etiológico, responsável por cerca de 80-90% das infecções do trato urinário em gestantes.
Na presença de disúria em gestante e impossibilidade de urocultura imediata, deve-se iniciar tratamento empírico com antibiótico seguro na gravidez e com espectro para E. coli, como cefalexina ou amoxicilina.
A ITU não tratada na gravidez aumenta o risco de pielonefrite materna, parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse neonatal.
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