Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
Em relação à infecção urinária na gestação, deve ser tratada com antibióticos:
ITU na gestação: Pielonefrite, Cistite e Bacteriúria Assintomática SEMPRE tratadas com ATB.
Devido aos riscos maternos e fetais, todas as formas de infecção do trato urinário na gestação – incluindo a bacteriúria assintomática, cistite e pielonefrite – devem ser prontamente tratadas com antibióticos seguros para gestantes.
A infecção do trato urinário (ITU) é a complicação médica mais comum na gestação, afetando cerca de 10% das grávidas. As alterações fisiológicas da gravidez, como a dilatação do trato urinário e a estase urinária, aumentam a suscetibilidade. É fundamental o rastreamento e tratamento adequados para prevenir desfechos adversos maternos e fetais, como parto prematuro e baixo peso ao nascer. Na gestação, todas as formas de ITU requerem tratamento antibiótico. Isso inclui a bacteriúria assintomática, diagnosticada por urocultura positiva (>10^5 UFC/mL) sem sintomas, a cistite (sintomas de disúria, polaciúria, urgência) e a pielonefrite (febre, dor lombar, calafrios). O rastreamento da bacteriúria assintomática é feito rotineiramente no primeiro trimestre, geralmente entre a 12ª e a 16ª semana de gestação. O tratamento deve ser iniciado prontamente com antibióticos seguros para a gestação, como cefalexina, amoxicilina ou fosfomicina, com duração e acompanhamento específicos para cada condição. A pielonefrite exige internação e antibióticos intravenosos. O manejo adequado reduz significativamente o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e sepse materna, garantindo a saúde da mãe e do bebê.
A bacteriúria assintomática em gestantes tem um risco aumentado de progressão para cistite e pielonefrite, além de estar associada a complicações obstétricas como parto prematuro, baixo peso ao nascer e restrição de crescimento fetal. O tratamento previne esses desfechos.
Antibióticos seguros para tratar ITU na gestação incluem amoxicilina, cefalexina, fosfomicina e nitrofurantoína (evitar no terceiro trimestre devido ao risco de anemia hemolítica neonatal). A escolha depende da sensibilidade bacteriana e do trimestre da gestação.
A pielonefrite na gravidez é uma condição grave que pode levar a sepse materna, trabalho de parto prematuro, restrição de crescimento fetal, anemia materna e síndrome do desconforto respiratório agudo. Exige internação e tratamento intravenoso.
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