HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Menina de sete meses de idade apresenta infecção urinária acompanhada de febre com queda do estado geral. A bactéria isolada foi E.coli sensível a todos os antimicrobianos testados, tratada inicialmente com ceftriaxona e posteriormente com cefalexina, com boa resposta clínica e laboratorial. Entre as condutas seguintes, a melhor para este caso é
ITU febril em lactente → USG vias urinárias para investigar anomalias e refluxo vesicoureteral.
Em lactentes com infecção urinária febril, a ultrassonografia de vias urinárias é o exame de imagem inicial recomendado para rastrear anomalias congênitas do trato urinário e hidronefrose, que podem predispor a infecções recorrentes e dano renal.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, especialmente em lactentes. A ITU febril em crianças pequenas é um sinal de alerta para pielonefrite e a possibilidade de anomalias congênitas do trato urinário (ACTU), como o refluxo vesicoureteral (RVU), que podem levar a danos renais permanentes se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente. O diagnóstico de ITU em lactentes exige alta suspeição clínica, dada a inespecificidade dos sintomas. A confirmação é feita por urocultura. Após o tratamento da fase aguda, a investigação de imagem é fundamental. A ultrassonografia de vias urinárias é o exame inicial de escolha, pois é não invasiva e detecta anomalias estruturais significativas, como hidronefrose. A conduta após uma ITU febril em lactentes envolve não apenas o tratamento antibiótico, mas também a investigação de fatores predisponentes. A USG pode guiar a necessidade de exames adicionais, como a uretrocistografia miccional (UCM) para RVU, ou a cintilografia renal com DMSA para avaliar cicatrizes. O manejo adequado visa prevenir recorrências e preservar a função renal.
Sinais incluem febre sem foco aparente, irritabilidade, recusa alimentar, vômitos e, em casos mais graves, queda do estado generalizado. A suspeita clínica é fundamental devido à inespecificidade dos sintomas.
A ultrassonografia de vias urinárias é crucial para identificar anomalias anatômicas do trato urinário, como hidronefrose ou dilatações, que podem predispor a infecções recorrentes e necessitar de acompanhamento ou intervenção.
A cintilografia renal com DMSA é geralmente indicada para avaliar a presença de cicatrizes renais após um episódio de pielonefrite aguda, sendo realizada alguns meses após o tratamento, e não como exame inicial de rotina.
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