SMS Lucas do Rio Verde - Secretaria Municipal de Saúde (MT) — Prova 2020
Paciente feminina, de 30 anos, vem a consulta com queixa de disúria intensa, polaciúria e urgência miccional de início súbito há 2 dias. Fez uso de chá caseiro (de salsinha) na tentativa de diminuir os sintomas, sem melhora. Tem 2 filhos, um de 7 e outro de 4 anos, é casada e trabalha como diarista. Analisando o histórico no prontuário da paciente, você identifica que a paciente teve um quadro semelhante no ano anterior. Com relação a este caso, analise as assertivas a seguir e marque a alternativa CORRETA. I. Devido ao histórico da paciente, deve ser feito o diagnóstico de infecção urinária recorrente, estando indicado o uso de nitrofurantoína em dose profilática por seis a dose meses; II. O diagnóstico mais provável é de infecção urinária baixa não complicada; III. Em mulheres adultas, com alta probabilidade de cistite não complicada, deve-se considerar tratamento empírico, sem a necessidade de solicitação de exame complementar; IV. A principal etiologia da ITU é a ascensão uretral de enterobactérias, sendo o Enterococcus faecalis o principal agente etiológico.
Cistite não complicada: Tratamento empírico sem exames. E. coli é o principal agente etiológico.
Em mulheres adultas com sintomas típicos de cistite não complicada, o tratamento empírico é a conduta inicial, sem necessidade de exames complementares. A principal etiologia da ITU é a ascensão uretral de enterobactérias, sendo a *Escherichia coli* o agente mais comum, não o *Enterococcus faecalis*.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, especialmente em mulheres. A cistite não complicada, que afeta a bexiga, é caracterizada por sintomas como disúria, polaciúria e urgência miccional, sem evidência de envolvimento do trato urinário superior ou fatores de complicação. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para aliviar os sintomas e prevenir recorrências. Em mulheres adultas com sintomas típicos de cistite não complicada e sem fatores de risco para complicações, o diagnóstico é predominantemente clínico. Nesses casos, a conduta mais apropriada é o tratamento empírico com antibióticos, sem a necessidade de exames complementares como urocultura. Essa abordagem racionaliza o uso de recursos e acelera o alívio dos sintomas. A escolha do antibiótico deve considerar padrões de resistência locais e a eficácia comprovada. A etiologia da ITU é predominantemente bacteriana, com a ascensão uretral de enterobactérias sendo o mecanismo mais comum. É fundamental que residentes saibam que a *Escherichia coli* é o principal agente etiológico, responsável por cerca de 75-95% das ITU não complicadas, e não o *Enterococcus faecalis*. A profilaxia para ITU recorrente é indicada apenas em casos de recorrências mais frequentes (pelo menos 2 em 6 meses ou 3 em 1 ano), e não após um único episódio no ano anterior.
O diagnóstico de infecção urinária baixa não complicada (cistite) em mulheres é clínico, baseado na presença de sintomas como disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência miccional) e urgência miccional, sem sinais de pielonefrite ou outras complicações. Não há necessidade de exames complementares em casos típicos.
Em mulheres adultas com alta probabilidade de cistite não complicada, a conduta inicial é o tratamento empírico com antibióticos de curta duração, como nitrofurantoína, fosfomicina ou sulfametoxazol-trimetoprim. Exames complementares como urocultura são reservados para casos atípicos, falha terapêutica ou suspeita de complicação.
A principal etiologia das infecções do trato urinário é a ascensão uretral de enterobactérias. Dentre elas, a *Escherichia coli* é responsável pela vasta maioria dos casos de ITU, especialmente as não complicadas, sendo muito mais comum que o *Enterococcus faecalis*.
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