UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Criança, 6 anos de idade, apresenta episódios recorrentes de infecção do trato urinário mesmo após múltiplos ciclos de antibioticoterapia de amplo espectro. Considerando as causas mais comuns para a recorrência de infecções urinárias em pediatria e os mecanismos fisiopatológicos envolvidos, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a estratégia terapêutica mais adequada para prevenir novos episódios infecciosos, levando em consideração as particularidades anatômicas e funcionais do trato urinário pediátrico.
ITU recorrente em criança → Investigar anomalias anatômicas (RVU) com exames de imagem e considerar correção cirúrgica.
Infecções do trato urinário (ITU) recorrentes em crianças frequentemente indicam a presença de anomalias anatômicas ou funcionais subjacentes, sendo o refluxo vesicoureteral (RVU) a causa mais comum. A investigação com exames de imagem é essencial para identificar essas condições e, se necessário, realizar a correção cirúrgica para prevenir danos renais a longo prazo.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, e sua recorrência é um problema significativo que pode levar a complicações graves, como cicatrizes renais e doença renal crônica. A abordagem de uma criança com ITU recorrente deve ser abrangente, buscando identificar e corrigir fatores predisponentes. Em crianças, a recorrência de ITU frequentemente sinaliza a presença de anormalidades anatômicas ou funcionais do trato urinário. O refluxo vesicoureteral (RVU) primário é a anomalia mais comum, caracterizado pelo fluxo retrógrado de urina da bexiga para o ureter e, por vezes, para o rim. Essa condição facilita a ascensão bacteriana e a ocorrência de pielonefrite, mesmo com infecções de bexiga. A investigação com exames de imagem, como a cistouretrografia miccional, é fundamental para o diagnóstico. A correção cirúrgica do RVU ou de outras uropatias obstrutivas é uma estratégia terapêutica crucial para prevenir novos episódios infecciosos e proteger a função renal, especialmente em casos de RVU de alto grau ou quando a profilaxia antibiótica falha. Além disso, o manejo de disfunções miccionais e a educação dos pais sobre higiene e hábitos urinários são componentes importantes do tratamento.
As principais causas incluem anormalidades anatômicas do trato urinário (como refluxo vesicoureteral, válvulas de uretra posterior), disfunção miccional (bexiga neurogênica ou não neurogênica) e constipação crônica.
O RVU permite o retorno da urina da bexiga para os ureteres e rins durante a micção, facilitando a ascensão bacteriana e a ocorrência de pielonefrite, que pode levar a cicatrizes renais e doença renal crônica.
A investigação geralmente inclui ultrassonografia de rins e vias urinárias, cistouretrografia miccional (CUM) para diagnosticar RVU e, em alguns casos, cintilografia renal com DMSA para avaliar cicatrizes renais.
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