ITU Recorrente em Mulheres: Fatores de Risco e Prevenção

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

M.F.S., 58 anos, com queixa de disúria, aumento da frequência urinária, urgência miccional, dor suprapúbica e hematúria. Esse quadro se iniciou há alguns dias, após relação sexual. Já teve esses sintomas anteriormente e usava medicamentos, prescritos por médico do pronto atendimento, que melhoravam temporariamente os sintomas. Refere ter se submetido, há muitos anos, a uma colpoperineoplastia. Qual é a alternativa CORRETA?

Alternativas

  1. A) O estudo urodinâmico deve ser realizado como primeiro exame subsidiário e será fundamental para documentar o quadro clínico e confirmar o diagnóstico;
  2. B) As técnicas mais utilizadas no tratamento dessa situação clínica são colpossuspensões retropúbicas, slings pubovaginais e, especialmente, slings de uretra média;
  3. C) Nessa situação clínica, no exame ginecológico, os reflexos bulbocavernoso e clitoridiano, bem como o tônus do esfíncter anal, costumam estar comprometidos;
  4. D) São fatores de risco para o quadro clínico de M.F.S.: deficiência de estrogênio, diminuição de lactobacilos vaginais, prolapso genital, cirurgia vaginal prévia, volume urinário residual elevado e ITU prévia.

Pérola Clínica

ITU recorrente em mulher idosa → investigar fatores de risco como deficiência estrogênica e prolapso.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas clássicos de ITU. Em mulheres mais velhas, especialmente com histórico de cirurgias ginecológicas e sintomas recorrentes, é crucial investigar fatores predisponentes como deficiência de estrogênio, alterações da flora vaginal e prolapso genital, que aumentam a suscetibilidade a infecções.

Contexto Educacional

A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, especialmente em mulheres. A recorrência é definida por três ou mais episódios em 12 meses ou dois ou mais em 6 meses. É um desafio clínico significativo, impactando a qualidade de vida das pacientes e gerando custos de saúde. A fisiopatologia da ITU recorrente em mulheres é multifatorial. Fatores como deficiência de estrogênio (comum na pós-menopausa), diminuição dos lactobacilos vaginais (alterando a barreira protetora), prolapso genital (dificultando o esvaziamento vesical), cirurgias vaginais prévias e volume urinário residual elevado contribuem para a estase urinária e a colonização bacteriana. O diagnóstico baseia-se na clínica e urocultura. O tratamento envolve antibióticos, mas a prevenção da recorrência é crucial. Abordar os fatores de risco, como terapia de reposição estrogênica vaginal para mulheres na pós-menopausa, correção de prolapsos e medidas comportamentais, é fundamental para o manejo a longo prazo e para a preparação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para ITU recorrente em mulheres idosas?

Os principais fatores incluem deficiência de estrogênio, diminuição de lactobacilos vaginais, prolapso genital, cirurgia vaginal prévia, volume urinário residual elevado e histórico de ITU.

Quando o estudo urodinâmico é indicado em casos de ITU?

O estudo urodinâmico não é o primeiro exame para ITU. Ele é reservado para casos de incontinência urinária complexa ou disfunção miccional, após o tratamento da infecção e exclusão de outras causas.

Qual a importância da deficiência de estrogênio na recorrência de ITU?

A deficiência de estrogênio leva à atrofia da mucosa vaginal e uretral, alterando o pH e a flora vaginal, o que favorece a colonização por uropatógenos e aumenta o risco de ITU.

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