PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
M.F.S., 58 anos, com queixa de disúria, aumento da frequência urinária, urgência miccional, dor suprapúbica e hematúria. Esse quadro se iniciou há alguns dias, após relação sexual. Já teve esses sintomas anteriormente e usava medicamentos, prescritos por médico do pronto atendimento, que melhoravam temporariamente os sintomas. Refere ter se submetido, há muitos anos, a uma colpoperineoplastia. Qual é a alternativa CORRETA?
ITU recorrente em mulher idosa → investigar fatores de risco como deficiência estrogênica e prolapso.
A paciente apresenta sintomas clássicos de ITU. Em mulheres mais velhas, especialmente com histórico de cirurgias ginecológicas e sintomas recorrentes, é crucial investigar fatores predisponentes como deficiência de estrogênio, alterações da flora vaginal e prolapso genital, que aumentam a suscetibilidade a infecções.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns, especialmente em mulheres. A recorrência é definida por três ou mais episódios em 12 meses ou dois ou mais em 6 meses. É um desafio clínico significativo, impactando a qualidade de vida das pacientes e gerando custos de saúde. A fisiopatologia da ITU recorrente em mulheres é multifatorial. Fatores como deficiência de estrogênio (comum na pós-menopausa), diminuição dos lactobacilos vaginais (alterando a barreira protetora), prolapso genital (dificultando o esvaziamento vesical), cirurgias vaginais prévias e volume urinário residual elevado contribuem para a estase urinária e a colonização bacteriana. O diagnóstico baseia-se na clínica e urocultura. O tratamento envolve antibióticos, mas a prevenção da recorrência é crucial. Abordar os fatores de risco, como terapia de reposição estrogênica vaginal para mulheres na pós-menopausa, correção de prolapsos e medidas comportamentais, é fundamental para o manejo a longo prazo e para a preparação em provas de residência.
Os principais fatores incluem deficiência de estrogênio, diminuição de lactobacilos vaginais, prolapso genital, cirurgia vaginal prévia, volume urinário residual elevado e histórico de ITU.
O estudo urodinâmico não é o primeiro exame para ITU. Ele é reservado para casos de incontinência urinária complexa ou disfunção miccional, após o tratamento da infecção e exclusão de outras causas.
A deficiência de estrogênio leva à atrofia da mucosa vaginal e uretral, alterando o pH e a flora vaginal, o que favorece a colonização por uropatógenos e aumenta o risco de ITU.
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