HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais incidentes em adultos. Cerca de 60% das mulheres apresentarão um episódio de ITU durante a vida e, dessas, pelo menos 25% terão uma ou mais recorrências e de 2% a 5% desenvolverão ITU de repetição. Considerendo esse cenário, assinale a alternativa que apresenta a medida, demonstrada em meta-análises, recomendada para diminuir a incidência de ITU de repetição na pós-menopausa:
Pós-menopausa + ITU recorrente → Estrogênio vaginal para restaurar flora e pH vaginal.
O hipoestrogenismo altera o pH vaginal e reduz lactobacilos; a reposição tópica de estrogênio é a medida mais eficaz para prevenir ITUs recorrentes nesta população.
A menopausa acarreta uma queda drástica nos níveis de estrogênio circulante, resultando em atrofia do epitélio vaginal e uretral. Essa alteração histológica leva à perda de glicogênio, essencial para a manutenção dos lactobacilos (flora de Döderlein), elevando o pH vaginal de ácido para neutro/alcalino. Esse ambiente favorece a ascensão de bactérias gram-negativas. A aplicação de estrogênio tópico (creme ou anel) é uma intervenção de baixo risco sistêmico e alta eficácia clínica, sendo recomendada pelas principais diretrizes de urologia e ginecologia como primeira linha na prevenção de ITUs recorrentes nessa faixa etária, superando frequentemente a eficácia de profilaxias antibióticas contínuas que podem gerar resistência bacteriana.
Define-se como a ocorrência de dois ou mais episódios de infecção do trato urinário em seis meses, ou três ou mais episódios em um ano. É uma condição comum em mulheres, especialmente após a menopausa, devido a mudanças hormonais e anatômicas que facilitam a colonização por patógenos.
O estrogênio tópico restaura a mucosa vaginal, promove a proliferação de lactobacilos e reduz o pH vaginal. Isso inibe a colonização da região periuretral por patógenos fecais, como a E. coli, que são os principais causadores de ITUs ascendentes em mulheres com atrofia urogenital.
Embora a D-manose tenha mostrado algum benefício em estudos menores, o estrogênio vaginal possui evidências mais robustas em meta-análises para a população pós-menopausa. A Vitamina C não possui evidência sólida que sustente sua recomendação para prevenção de ITU.
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