SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
O uso de antibióticos profiláticos pode ser considerado uma abordagem inespecífica para a prevenção de infecções do trato urinário (ITU) recorrentes. A eficácia da profilaxia foi questionada, mesmo em crianças com refluxo vesico-ureteral (RVU), por várias séries randomizadas relativamente pequenas, incluindo crianças com baixas notas de RVU. Como pode ser esperado, o benefício dos antibióticos profiláticos é mais facilmente demonstrado quando usados em populações específicas sabidamente de alto risco para ITU recorrente. Em relação às ITUs recorrentes é conhecido que:
Profilaxia ITU recorrente: ideal = ATB eficaz uropatógenos, bem tolerado, altas concentrações urinárias, baixo impacto flora nativa/resistência.
O antibiótico ideal para profilaxia de ITU recorrente deve ter alta eficácia contra uropatógenos comuns, boa tolerabilidade, altas concentrações na urina e mínimas concentrações sistêmicas, além de baixo impacto na flora bacteriana normal e na resistência antimicrobiana.
As infecções do trato urinário (ITU) recorrentes são um desafio clínico, especialmente em crianças, devido ao risco de cicatrizes renais e doença renal crônica. A profilaxia antibiótica tem sido uma estratégia utilizada para prevenir essas recorrências, embora sua eficácia seja debatida, especialmente em populações de baixo risco ou com refluxo vesico-ureteral (RVU) de baixo grau. O benefício é mais evidente em pacientes de alto risco, como aqueles com RVU de alto grau e dilatação do trato urinário. A escolha do antibiótico profilático ideal é crucial e deve considerar diversos fatores. O agente deve ser eficaz contra os uropatógenos mais comuns (principalmente Escherichia coli), ter um bom perfil de segurança e ser bem tolerado para uso prolongado. Além disso, é desejável que o antibiótico atinja altas concentrações na urina e baixas concentrações séricas, minimizando os efeitos sistêmicos e o impacto na flora bacteriana nativa, o que contribui para reduzir o desenvolvimento de resistência antimicrobiana. Antibióticos como nitrofurantoína, sulfametoxazol-trimetoprima e cefalosporinas de primeira geração são opções comuns. No entanto, o aumento da resistência bacteriana, particularmente à sulfametoxazol-trimetoprima, tem levado a uma reavaliação de seu uso. A decisão de iniciar a profilaxia deve ser individualizada, ponderando os riscos e benefícios, e sempre acompanhada de monitoramento da resistência bacteriana local e da função renal.
A profilaxia é mais benéfica em populações de alto risco, como crianças com refluxo vesico-ureteral de alto grau (grau III ou superior) e dilatação do trato urinário, ou aquelas com anomalias urológicas significativas.
Os principais riscos incluem o desenvolvimento de resistência bacteriana, alteração da flora intestinal e vaginal, e efeitos adversos específicos de cada antibiótico, como toxicidade renal ou hepática.
Opções comuns incluem nitrofurantoína, sulfametoxazol-trimetoprima e cefalosporinas de primeira geração. A escolha depende da sensibilidade local, perfil de efeitos adversos e resistência bacteriana, sendo a nitrofurantoína frequentemente preferida por sua baixa concentração sérica.
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