UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Menina de 4 anos de idade terminou tratamento ambulatorial para primeiro episódio de infecção do trato urinário por E. coli.Quanto à investigação após o diagnóstico e o término do tratamento, assinale a alternativa correta.
Primeiro episódio de ITU em menina > 2 anos sem fatores de risco → acompanhamento clínico após tratamento.
Em meninas maiores de 2 anos com primeiro episódio de ITU febril sem fatores de risco ou atipicidade, a conduta atual preconiza o acompanhamento clínico, reservando exames de imagem mais invasivos para casos de ITU recorrente, febril em < 2 anos, ou com sinais de alerta.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, e sua abordagem diagnóstica e terapêutica é crucial para prevenir sequelas renais. O manejo pós-tratamento do primeiro episódio de ITU em crianças tem sido objeto de debate, com diretrizes evoluindo para uma abordagem mais individualizada, considerando a idade da criança, a gravidade da infecção e a presença de fatores de risco. Para meninas maiores de 2 anos que apresentam um primeiro episódio de ITU febril ou não febril, sem sinais de atipicidade ou fatores de risco, a conduta atual tende a ser mais conservadora. Após o término do tratamento antibiótico adequado, o acompanhamento clínico com monitoramento de novos episódios e educação dos pais sobre higiene e sintomas é frequentemente suficiente. Exames de imagem mais invasivos, como a uretrocistografia miccional (UCM), são reservados para situações específicas. A UCM é indicada principalmente em casos de ITU febril em lactentes (<2 anos), ITU recorrente, ou quando a ultrassonografia de vias urinárias (USG) revela alterações significativas (ex: hidronefrose, cicatrizes renais). A cintilografia renal com DMSA é útil para avaliar a presença de cicatrizes renais, mas não é um exame de rotina após o primeiro episódio. A urografia excretora tem uso limitado atualmente. Residentes devem estar cientes das diretrizes mais recentes para evitar exames desnecessários e otimizar o cuidado pediátrico.
A uretrocistografia miccional é geralmente indicada em casos de ITU febril recorrente, ITU em lactentes (<2 anos), ou quando há dilatação renal na ultrassonografia, para investigar refluxo vesicoureteral.
A ultrassonografia de vias urinárias é um exame inicial importante para identificar anomalias anatômicas, hidronefrose ou outras alterações que possam predispor à ITU, sendo frequentemente realizada após o primeiro episódio de ITU febril.
Uma ITU é considerada atípica se houver doença grave (sepse), fluxo urinário fraco, massa abdominal ou vesical, creatinina elevada, ausência de resposta ao antibiótico em 48h ou infecção por germe não E. coli.
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