SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2022
A infecção do trato urinário (ITU) geralmente é causada pela Escherichia coli, sendo mais frequente no sexo feminino. Em relação a essa doença, assinale a alternativa INCORRETA:
Coleta de urina em <2 anos: cateterismo vesical ou punção suprapúbica são preferenciais; saco coletor tem alta taxa de contaminação.
A alternativa INCORRETA é a que afirma que o saco coletor é o método preferencial de coleta de urina em crianças menores de 2 anos. Devido à alta taxa de contaminação, o saco coletor não é recomendado para urocultura diagnóstica, sendo preferíveis métodos invasivos como cateterismo vesical ou punção suprapúbica para resultados confiáveis.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, sendo a Escherichia coli o principal agente etiológico. É mais prevalente no sexo feminino, exceto no período neonatal. O diagnóstico e manejo adequados são cruciais para prevenir complicações a longo prazo, como cicatrizes renais, hipertensão arterial e doença renal crônica. A apresentação clínica varia significativamente com a idade, tornando o diagnóstico um desafio em lactentes. Os sintomas de ITU em crianças menores de 2 anos são frequentemente inespecíficos, incluindo febre, irritabilidade, vômitos, diarreia e falha de crescimento. Já em crianças maiores, os sintomas são mais clássicos, como disúria, urgência miccional, polaciúria e dor lombar. A coleta de urina para urocultura é o padrão-ouro para o diagnóstico. No entanto, a escolha do método de coleta é crítica: em lactentes, o cateterismo vesical ou a punção suprapúbica são preferíveis devido à alta taxa de contaminação do saco coletor. A investigação de ITU de repetição ou febril inclui ultrassonografia renal, uretrocistografia miccional e cintilografia renal com DMSA para identificar anomalias congênitas ou adquiridas do trato urinário. O tratamento da ITU em crianças geralmente envolve antibióticos, com a escolha baseada na idade, gravidade e sensibilidade bacteriana. Fluoroquinolonas devem ser usadas com cautela em pediatria, reservadas para casos específicos devido a potenciais efeitos adversos nas cartilagens de crescimento. A profilaxia antibiótica pode ser considerada em casos selecionados de refluxo vesicoureteral grave ou ITU de repetição. O acompanhamento a longo prazo é essencial para monitorar a função renal e prevenir novas infecções.
Em crianças menores de 2 anos, os sintomas de ITU são inespecíficos e podem incluir febre inexplicável, irritabilidade, vômitos, diarreia, atraso do crescimento e recusa alimentar. Em crianças maiores, os sintomas são mais localizados, como disúria, polaciúria, urgência miccional, dor suprapúbica ou lombar e febre.
Para lactentes e crianças que não controlam o esfíncter, os métodos preferenciais para urocultura são o cateterismo vesical ou a punção suprapúbica. Ambos são invasivos, mas oferecem amostras com menor risco de contaminação, garantindo a confiabilidade do resultado.
Em casos de ITU de repetição ou na primeira ITU febril em lactentes, a investigação com exames de imagem é crucial. A ultrassonografia renal e das vias urinárias é o exame inicial. A uretrocistografia miccional (UCM) é indicada para investigar refluxo vesicoureteral, e a cintilografia renal com DMSA para avaliar cicatrizes renais e função renal diferencial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo