SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 4 anos, é admitida na emergência do HPM com história de disúria, incontinência urinária e febre alta há 24h. Solicitado EAS pela plantonista que foi colhido por jato médio, com o seguinte resultado: Nitrito +, Leucócitos +++, incontáveis piócitos. Qual seria a conduta mais adequada de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria?
ITU febril em criança > 2 anos sem sinais de gravidade → tratamento ambulatorial com cefalosporina de 2ª/3ª geração oral + urocultura.
Em crianças maiores de 2 anos com ITU febril sem sinais de toxicidade, desidratação ou incapacidade de tolerar medicação oral, o tratamento ambulatorial com antibióticos orais é seguro e eficaz. A cultura de urina é fundamental para confirmar o diagnóstico e guiar a terapia.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, com maior incidência em meninas. A ITU febril, especialmente a pielonefrite aguda, é clinicamente importante devido ao risco de cicatrizes renais e hipertensão arterial a longo prazo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir essas complicações. O diagnóstico da ITU em crianças baseia-se na análise de urina (EAS) e na urocultura. A presença de nitrito positivo e leucocitúria significativa no EAS sugere fortemente ITU. A urocultura é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico e identificar o patógeno. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta que, em crianças maiores de 2 anos sem sinais de gravidade, o tratamento pode ser ambulatorial com antibióticos orais. O tratamento da ITU febril em crianças deve ser iniciado empiricamente após a coleta da urocultura. Cefalosporinas de segunda ou terceira geração, como o Cefaclor ou Cefixima, são opções comuns para tratamento oral. A duração do tratamento varia, mas geralmente é de 7 a 14 dias. O acompanhamento é importante para garantir a resolução da infecção e investigar possíveis anomalias do trato urinário.
Os critérios incluem idade > 2 anos, ausência de sinais de toxicidade, desidratação, vômitos persistentes, imunodeficiência ou anomalias urológicas graves.
A cultura de urina é crucial para confirmar o diagnóstico, identificar o agente etiológico e determinar a sensibilidade aos antibióticos, guiando o tratamento adequado.
Sinais de alerta incluem febre alta persistente, prostração, vômitos incoercíveis, desidratação, dor lombar intensa e alterações do estado geral.
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