UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Criança do sexo masculino, com um ano e meio de idade, com febre de 39°C, estado geral comprometido, inapetência, dor abdominal, diarreia e vômitos. Na suspeita de infecção urinária, assinale a alternativa CORRETA:
ITU em lactentes → Alta associação com Refluxo Vesicoureteral (30-50%).
A infecção do trato urinário (ITU) em lactentes e crianças pequenas pode se apresentar com sintomas inespecíficos e é frequentemente associada ao refluxo vesicoureteral (RVU), uma condição que predispõe a infecções de repetição e dano renal.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na infância, especialmente em lactentes e crianças pequenas. Nesses grupos etários, a apresentação clínica pode ser atípica e inespecífica, manifestando-se com febre sem foco aparente, irritabilidade, vômitos, diarreia e dor abdominal, o que torna o diagnóstico um desafio. A suspeita de ITU é crucial para evitar atrasos no tratamento e suas potenciais complicações. Uma das associações mais importantes na ITU pediátrica é com o refluxo vesicoureteral (RVU), uma condição em que a urina retorna da bexiga para os ureteres e, em casos mais graves, para os rins. Estudos mostram que 30-50% dos lactentes com ITU febril podem apresentar RVU. O RVU predispõe a infecções urinárias de repetição e, se não tratado, pode levar a pielonefrite, cicatrizes renais e, a longo prazo, hipertensão e doença renal crônica. O manejo da ITU em crianças envolve a coleta adequada de urocultura para identificação do agente etiológico e antibiograma, mas o tratamento empírico deve ser iniciado prontamente, especialmente em casos de suspeita de pielonefrite, para prevenir danos renais. A investigação de anomalias do trato urinário, como o RVU, através de ultrassonografia renal e vesical e uretrocistografia miccional, é fundamental após o primeiro episódio de ITU febril em lactentes.
Em lactentes, os sintomas podem ser inespecíficos, incluindo febre sem foco, irritabilidade, inapetência, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em crianças maiores, pode haver disúria, polaciúria e dor lombar.
O refluxo vesicoureteral permite o retorno da urina da bexiga para os ureteres e rins, facilitando a ascensão de bactérias e aumentando o risco de pielonefrite, infecções de repetição e cicatrizes renais.
O tratamento empírico com antibióticos deve ser iniciado prontamente após a coleta da urocultura, especialmente em lactentes e crianças com suspeita de pielonefrite, para evitar a progressão da infecção e o dano renal.
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