HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
A infecção de trato urinário (ITU) constitui uma das infecções bacterianas mais frequentes em Pediatria. Ocorrendo em aproximadamente 2% de meninos e das meninas com menos de dois anos. Sobre a ITU, podemos afirmar:
ITU pediátrica: sintomas inespecíficos em neonatos/lactentes (febre, irritabilidade, recusa alimentar) exigem alta suspeita.
A apresentação clínica da ITU em crianças varia com a idade. Em neonatos e lactentes, os sinais são frequentemente atípicos e sistêmicos, dificultando o diagnóstico e exigindo um alto índice de suspeição para evitar atrasos no tratamento e sequelas renais.
A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns na pediatria, afetando cerca de 2% das crianças menores de dois anos. Sua importância reside no risco de lesão renal permanente se não diagnosticada e tratada precocemente. A apresentação clínica é variável e dependente da faixa etária, sendo inespecífica em neonatos e lactentes, o que exige um alto grau de suspeição. O diagnóstico definitivo da ITU é feito pela urocultura. Em crianças sem controle esfincteriano, a coleta ideal é por cateterismo vesical ou punção suprapúbica, devido à alta taxa de contaminação da coleta por saco coletor. A presença de crescimento bacteriano significativo (>10^5 UFC/mL em urina de jato médio ou >10^4 UFC/mL em cateterismo) confirma o diagnóstico. O tratamento da ITU deve ser iniciado prontamente, com antibióticos apropriados. A via parenteral é reservada para lactentes jovens, pacientes com estado geral comprometido ou vômitos. A duração do tratamento geralmente é de 7 a 10 dias, não necessariamente 14 dias para todos os casos. A investigação por imagem (USG, cintilografia DMSA, UCM) não é universal para todas as crianças com ITU, sendo guiada por fatores de risco, idade e recorrência, visando identificar anomalias anatômicas ou cicatrizes renais.
Neonatos e lactentes frequentemente apresentam sinais inespecíficos como febre, irritabilidade, recusa alimentar, icterícia, distensão abdominal e baixo ganho ponderal, o que dificulta o diagnóstico.
A urocultura é o padrão ouro. Em crianças sem controle esfincteriano, a coleta por cateterismo vesical ou punção suprapúbica é preferível devido à menor taxa de contaminação.
Não, a necessidade de investigação por imagem (USG, DMSA, UCM) depende da idade, sexo, gravidade da ITU e recorrência, não sendo indicada para todas as crianças indiscriminadamente.
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